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Duas vacinas contra o novo coronavírus entram numa segunda fase de testes

Essas duas vacinas promissoras não ensinam o corpo a identificar o novo coronavírus, e sim a parte mais importante dele: a proteína que abre a célula.

Uma vacina injeta um vírus enfraquecido no corpo. O sistema imunológico tem a chance de treinar um “exército” de anticorpos contra um inimigo que não ataca. Mas essas duas vacinas promissoras não ensinam o corpo a identificar o novo coronavírus, e sim a parte mais importante dele: a proteína que abre a célula.

Os cientistas pegaram só essa “chave”, que apenas o novo coronavírus tem, e inseriram num vírus de resfriado comum. Em tese, as vacinas treinariam o corpo para reconhecer o novo coronavírus a partir dessa proteína.

Os cientistas não infectaram o voluntário com o próprio novo coronavírus. Então, eles só vão conseguir saber se deu certo esperando para ver se o grupo que recebeu a vacina circulou por aí e não pegou a doença. Não seria ético infectar alguém sem que haja um tratamento eficaz comprovado.

A pesquisa chinesa foi em Wuhan, onde a doença está controlada. Uma dose única da nova vacina já produz anticorpos contra o novo coronavírus em 14 dias e sem efeitos colaterais graves. Agora, os pesquisadores vão ampliar os testes.

A vacina de Oxford também entrou, nesta ultima sexta (22), numa segunda fase de testes, agora com mais de 10 mil voluntários. O pesquisador-chefe já fala em vacinas para setembro. Ele está confiante e tem o peso do mundo nas costas.

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