Econômia

Pesquisa da Fiema revela que 88,1% das indústrias maranhenses tiveram produção afetada pela pandemia

A pandemia de coronavírus atingiu fortemente as empresas do setor industrial e trouxe muitas dificuldades para atravessarem este período de crise no Maranhão, segundo a pesquisa Consulta Empresarial, feita pela Federação das Indústrias (Fiema) indica uma queda no volume de produção. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também divulgou a Sondagem Especial: Impacto da COVID-19 na Indústria, que revela alta terem ficado a inadimplência e o cancelamento de pedidos como principais problemas para 45% e 44% dos entrevistados.

Para 88,1% das empresas consultadas pela Fiema, a produção foi afetada negativamente, sendo que para 33,3% a queda foi muito intensa e para 23,8% delas a produção está parada (por tempo determinado ou indeterminado). Somente para 11,9% houve aumento de produção. Para 95,3% das empresas consultadas, houve queda de produção, sendo que para 52,4% esse impacto foi intenso, enquanto para outras 42,9% a redução foi fraca. Somente 4,7% das consultadas informaram ter aumento de demanda no Estado.

Metade das empresas consultadas informou ser muito difícil a disponibilidade financeira ou pouco difícil para 14,3% delas. Contudo, para 30,9% das consultadas a situação se mostra indiferente, nem fácil, nem difícil. Apenas 4,8% das empresas estão com facilidade para lidar com esses pagamentos.

Queda no consumo final – Ainda de acordo com a Sondagem da CNI, entre as empresas industriais consultadas, 76% reduziram ou mesmo paralisaram a produção. Outras 45%, apesar de continuarem em operação, registraram queda ou queda intensa na produção. Apenas 4% dos empresários relataram aumento ou aumento intenso da produção.

Quando questionados sobre como a demanda pelos produtos e serviços de suas empresas foi afetada pela pandemia do novo coronavírus, 38% afirmaram que houve queda intensa e outros 38% reportaram queda. Os setores que mais reportaram queda intensa da demanda foram os de vestuário (82%); calçados (79%); móveis (76%); impressão e reprodução (65%) e têxteis (60%).

Capital de giro – A redução na receita e a manutenção de despesas correntes fizeram com que seis em cada dez empresas industriais relatassem dificuldades para honrar pagamentos de rotina, conforme apontado pela CNI. Para 55% das empresas industriais, a pandemia do coronavírus tornou o acesso a capital de giro mais difícil ou muito mais difícil.

Essa percepção é menor entre as empresas da indústria extrativa, sendo que, nesse grupo, 41% indicaram maior dificuldade. A crise agravou ainda mais a dificuldade que as pequenas empresas já tinham para acesso ao crédito antes da pandemia.

Já no âmbito maranhense, o acesso ao crédito está mais difícil para a indústria. Para 45,2% daquelas que precisaram de crédito, seu acesso se tornou difícil ou muito difícil, valendo ressaltar que 38,1% disseram que não precisaram de capital de giro. Nenhuma das empresas consultadas considera que o acesso ao crédito tenha ficado mais fácil.

Outros dados da pesquisa da CNI:

  • Para 77% há dificuldades para obter insumos ou matérias primas
  • Pelo lado da oferta, 76% das empresas têm enfrentado dificuldades na logística de transporte de seus produtos ou insumos devido à pandemia.
  • 77% afirmam ter encontrado dificuldades para obter insumos ou matérias primas necessários para desenvolver sua atividade.
  • 73,2% das indústrias consultadas informaram estar encontrando dificuldade para a obtenção de insumos ou matérias-primas
  • Para 26,8% não há dificuldade na obtenção de insumos ou matérias-primas.
  • As dificuldades logísticas decorrentes da crise aparecem nos 21% que citam a falta de insumos e matérias primas entre os cinco principais impactos, e nos 20% que citam a dificuldade de transportar ou escoar a produção, os insumos e as matérias primas.
  • 75,6% delas dizem estar enfrentando dificuldades relativa à logística de transporte de seus produtos, insumos ou matérias-primas

Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez, “as duas pesquisas demonstram o cenário caótico por que passa a indústria e a necessidade urgente de se tomar medidas para evitar ainda mais desempregos. Sabemos dos impactos e esperamos trabalharmos juntos em uma solução dentro de uma segurança da saúde dos trabalhadores e das próprias empresas!”.

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