
Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas aponta que o período entre 2015 e 2025 foi a década mais quente já registrada no planeta. O levantamento, elaborado pela Organização Meteorológica Mundial, destaca ainda um desequilíbrio energético recorde na Terra, fator que tem intensificado a ocorrência de eventos climáticos extremos.
Segundo o estudo, o aumento contínuo das temperaturas está diretamente relacionado à elevação das emissões de gases de efeito estufa, agravando fenômenos como ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas em diversas regiões do mundo.
No Brasil, os impactos desse cenário já são perceptíveis. Entre os principais eventos recentes estão a seca severa na Amazônia, que afetou rios e comunidades inteiras, e episódios de chuvas intensas na região Sul, responsáveis por enchentes e prejuízos em áreas urbanas e rurais.
De acordo com a OMM, o desequilíbrio energético — diferença entre a energia que o planeta recebe do Sol e a que devolve ao espaço — atingiu níveis inéditos, contribuindo para o aquecimento dos oceanos e alterações nos padrões climáticos globais.
O relatório também alerta para a necessidade de medidas urgentes de mitigação e adaptação, com redução das emissões e fortalecimento de políticas ambientais. Sem ações mais efetivas, a tendência é de agravamento dos impactos, com consequências diretas para a economia, a biodiversidade e a qualidade de vida da população.
Especialistas reforçam que o cenário exige cooperação internacional e mudanças estruturais para conter o avanço das mudanças climáticas e reduzir os riscos associados aos eventos extremos.




