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Pesquisadores da Fiocruz defendem que a Covid-19 ganhe nova classificação: febre viral trombótica

Dessa forma, o coronavírus poderia ser classificado como febre viral trombótica. Atualmente a Covid-19 recebe a classificação de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A publicação defende que, um ano após o surgimento da doença, já é possível saber que ela afeta muito mais do que apenas os pulmões. Isso pode ser constatado por conta de quadros de formação excessiva de coágulos.

Nova classificação da Covid-19

“Em pacientes internados, vemos manifestações trombóticas a despeito da prática clínica usual de tromboprofilaxia [terapia para prevenir a formação de coágulos]. Também há descrição de eventos tromboembólicos após a alta hospitalar, e a formação excessiva de coágulos é observada nas análises histopatológicas em casos de óbito por Covid-19”, afirma o coordenador da UTI do Hospital Pró-Cardíaco e primeiro autor do artigo, Rubens Costa Filho.

O estudo usa como base um levantamento feito na Holanda, que constatou quatro de formação excessiva de coágulos em 16% dos pacientes que deram entrada na UTI. Na França, uma análise semelhante encontrou sintomas em 40% dos internados.

“Essa definição coloca em evidência a necessidade de medidas para monitorar e tratar as alterações da coagulação e aponta para questões que precisam ser esclarecidas, como a identificação de biomarcadores de gravidade, que possam ser utilizados para orientar as condutas terapêuticas”, diz o pesquisador do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC e autor sênior do estudo, José Paulo Gagliardi Leite.

“A SRAG é uma classificação (hoje usada também para Covid-19) utilizada para retratar um acometimento clínico inespecífico, uma vez que pode abranger uma série de manifestações. Já a febre viral trombótica, representaria uma síndrome específica. Essa definição é fundamental na área da Saúde”, ressalta ainda Costa Filho.

“Não podemos colocar todas as fichas em um único fator nessa doença. Mas não há dúvida de que a trombose ocorre e pode matar. Esse é um ponto inequívoco, que precisa ser observado”, finaliza o pesquisador do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, José Mengel.

Via Agência Fiocruz

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