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Satélite mostra aumento de arsenal da Rússia no Ártico

Especialistas estão preocupados com projeto do torpedo Poseidon 2M39

A Rússia está aumentando seu poderio militar no Ártico e testando suas mais novas armas, em uma tentativa de proteger sua costa norte e abrir uma rota marítima importante da Ásia para a Europa. A informação foi divulgada pela CNN, nesta segunda-feira (5).

Especialistas em armas já expressaram preocupação com uma “superarma” russa, o torpedo Poseidon 2M39, cujo desenvolvimento está avançando com muita rapidez. Com tecnologia stealth, que o impede de ser detectado, o torpedo não tripulado é alimentado por um reator nuclear. Ele foi projetado por cientistas russos para passar de forma furtiva pelas defesas costeiras no fundo do mar.

O dispositivo é feito com a meta de poder lançar uma ogiva de vários megatons, provocando ondas radioativas que tornariam áreas inabitáveis por décadas.

Em novembro de 2020, o então secretário de Estado assistente para Segurança Internacional e Não Proliferação dos EUA, Christopher A. Ford, disse que o torpedo russo foi projetado para “inundar as cidades costeiras dos Estados Unidos com tsunamis radioativos”.

A CNN teve acesso a imagens de satélite fornecidas pela empresa de tecnologia espacial Maxar. O conteúdo detalha uma construção nítida e contínua de bases militares russas na costa ártica do país, além de instalações de armazenamento subterrâneo para o Poseidon e outras novas armas de alta tecnologia.

– Os equipamentos russos na área do Alto Norte incluem bombardeiros e jatos MiG31BM, além de novos sistemas de radar perto da costa do Alasca. O acúmulo de material russo foi acompanhado pelos movimentos de tropas e equipamentos da OTAN e dos EUA – informou a reportagem.

Entre as autoridades ouvidas está o tenente-coronel Thomas Campbell, porta-voz do Pentágono. Ele disse que “a Rússia está reformando aeródromos e instalações de radar da era soviética, construindo novos portos e centros de busca e resgate e aumentando sua frota de quebra-gelos nucleares e convencionais”.

– O país também está expandindo sua rede de sistemas de mísseis de defesa aérea e costeira, fortalecendo assim suas capacidades de antiacesso e negação de área em porções importantes do Ártico – acrescentou o americano.

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