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Ciências

Ameba “comedora de cérebro” gera preocupação nos EUA

Chamada de Naegleria fowleri, a ameba é encontrada normalmente em água morna e entra no corpo pelo nariz

Febre, naúsea, vômito, rigidez na nuca, perda de olfato e paladar e dor de cabeça — esses são os sintomas de muitas doenças, como gripe, resfriado e podem até sinalizar um quadro do novo coronavírus. Os Estados Unidos, epicentro do vírus no mundo, no entanto, estão vendo uma outra doença surgir em meio à pandemia da covid-19. Segundo autoridades de saúde do estado americado da Flórida, um caso raro de uma ameba “comedora de cérebro” foi confirmado recentemente.

Chamada de Naegleria fowleri, a ameba é encontrada normalmente em água morna e entra no corpo pelo nariz e assim viaja até o cérebro do infectado. Geralmente fatal, ainda não se sabe o estado de saúde do infectado.

A recomendação do Departamento de Saúde da Flórida para evitar novos contágios é para que os habitantes do estado evitem o contato nasal com água ao mergulhar em rios, lagoas e até mesmo com água encanada.

A infecção é mais comum no sul do país, mas, apesar disso, ainda é considerada rara. Desde 1962, a Flórida registrou 37 casos. Nos EUA, a doença já afetou 143 pessoas nos últimos 58 anos — dessas, apenas quatro sobreviveram. Em 2019, a ameba fez uma vítima fatal no país. Lily Avant tinha dez anos e contraiu a infecção ao nadar em um rio no Texas. Em 20 dias, a menina estava morta.

A maioria dos doentes morre em até uma semana e estimativas apontam que 97% deles falecem.

Não há casos recentes no Brasil.

O que é a “ameba comedora de cérebro”?

Naegleria fowleri é uma ameba microscópica e unicelular (ou seja, tem apenas uma célula). A infecção, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) americano é responsável pela meningoencefalite amebiana primária (MAP), infecção cerebral “devastadora” e principal causadora da morte dos infectados.

A infecção ocorre, normalmente, quando as pessoas nadam em rios e lagos, mas também pode acontecer quando a pessoa tem contato com outras fontes contaminadas (até piscinas e água de torneira entram na lista). O CDC afirma que a pessoa não pode ser infectada pela ingestão.

A ameba, depois de entrar pelas vias nasais, começa sua viagem se alimentando dos tecidos do olfato — terminando de “comer” ao chegar no cérebro do doente. Daí, ele destrói o sistema de proteção em volta do sistema nervoso e, quando o corpo percebe que algo está errado, envia células imunes para combater a infecção, o que faz com que a área fique inflamada — o que contribui para os sintomas da naúsea, dor de cabeça, vômitos e dor no pescoço. Segundo a revista científica Scientific American, a rigidez na nuca acontece por conta do inchaço na medula espinhal, o que torna o flexionamento dos músculos impossível.

Assim, a N. fowleri vai comendo cada vez mais tecidos até se instaurar a fundo no cérebro, quando os outros sintomas começam, como delírio, alucinações, confusão e até mesmo convulsões. A causa da morte pela ameba, no fim das contas, se dá mais pela pressão extrema no crânio e no inchaço causado pela resposta imune do corpo. Com informações da EXAME

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