Saúde

Estudo mostra que o coronavírus ainda não está controlado na Grande São Luís

Ainda assim, o governo iniciou a reabertura do comércio não essencial nesta segunda-feira (1ª)

Um estudo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) está usando modelos matemáticos para analisar o comportamento da Covid-19 desde o começo da pandemia, na região metropolitana de São Luís.

Os modelos matemáticos revelam que a doença ainda não está sob controle. Ainda assim, a segunda fase do relaxamento das medidas de contenção começou a valer nesta segunda-feira (1º) e deixou pesquisadores preocupados.

Casos de Covid-19 na Ilha de São Luís ainda não estão sobre controle, segundo pesquisadores — Foto: Reprodução/TV Globo

Casos de Covid-19 na Ilha de São Luís ainda não estão sobre controle, segundo pesquisadores — Foto: Reprodução/TV Globo

No começo da pandemia, a taxa de pessoas que contaminavam outras estava em três. Ou seja, uma pessoa doente contaminava outras três, que contaminavam nove, e assim por diante. Atualmente, a taxa caiu para 1,7, o que ainda seria insuficiente para conseguir uma redução sustentada da doença.

O estudo mostra ainda que a pandemia mudou duas vezes de tendência: Uma com o início do distanciamento social, e outra com o ‘lockdown’ de 13 dias.

Gráfico mostra a tendência de aumento de casos de Covid-19 na Grande São Luís — Foto: Reprodução/TV Globo

Gráfico mostra a tendência de aumento de casos de Covid-19 na Grande São Luís — Foto: Reprodução/TV Globo

Em um gráfico, a linha escura mostra o atual número de casos registrados. A linha vermelha aponta a quantidade de casos que haveria, caso as medidas de contenção não tivessem acontecido.

A taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivamente para a Covid-19 na rede pública de São Luís ficou acima de 96% no último fim de semana e já foram confirmados 35.297 casos da doença no Maranhão, com 976 mortes.

Para o governador Flávio Dino, as medidas atuais são feitas com base nas previsões atuais, e que novos decretos podem ser feitos em uma situação de crescimento de casos.

“Nós estamos fazendo uma previsão do que é tendencialmente o mais provável. Caso essas previsões, lamentavelmente, não se confirmem, nós editaremos novos decretos. Isto é da natureza do processo decisório numa situação de muita controvérsia, inclusive no meio acadêmico e científico”, diz o governador.

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