Ciências

Belo espetáculo! Brasileiros poderão ver chuva de meteoros no céu esta noite

Perseidas é resultado de fragmentos deixados por um cometa

Quem gosta de observar o céu já sabe que dia 12 de agosto é uma data especial no calendário de eventos astronômicos. É nessa época em que, todos os anos, somos presentados com o pico da chuva de meteoros Perseidas.

Neste ano o melhor horário para observar a chuva de meteoros será na madrugada desta segunda (12) para terça-feira (13), das 3h até o amanhecer. Na madrugada de terça para quarta provavelmente ainda será possível ver mais meteoros, ainda que em menor intensidade do que no dia anterior.

O fenômeno será melhor visualizado nos estados brasileiros do Norte e Nordeste, já que a chuva de meteoros é visível a partir da constelação de Perseu, situada mais ao Norte do Equador Celeste. Nesta região do Brasil será possível ver entre 50 e 60 meteoros por hora nesta madrugada.

Segundo o professor de astronomia James Solon, fundador e coordenador do grupo pernambucano Astrope, que se dedica a divulgar informações sobre astronomia, é possível observar os meteoros no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil também, mas com uma visibilidade menor.

Porém, nas cidades maiores a poluição luminosa pode atrapalhar o espetáculo. “Já ouvi relatos de pessoas que conseguiram ver vários meteoros durante a chuva em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo”, disse Solon, em entrevista à PLANETA. Mas, para quem mora no interior ou puder se afastar dos grandes centros, poderá ter o privilégio de tentar ver o fenômeno diretamente do seu quintal.

A chuva de meteoros Perseidas é resultado de fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle. Esse objeto tem um período orbital de 133 anos. Seu último periélio, ou seja, o período em que ele se aproximou mais do Sol, foi em 1992. Sua próxima aproximação está prevista para o ano de 2126.

Todos os anos, quando a Terra atravesse esses fragmentos, eles se chocam com a atmosfera terrestre, o que superaquece o ar, que brilha, resultado no fenômeno dos meteoros. Ou, como chamamos popularmente, as estrelas cadentes.

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