
El Cid tinha dois mandados de prisão em aberto por associação ao tráfico de drogas e homicídio. Ele foi abordado durante uma operação de rotina e entregue à Polícia Federal. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, destacou nas redes sociais a importância da ação: “Um dos bandidos mais perigosos do país, chefe da célula terrorista do PCC, foi preso pela nossa PM e entregue à PF. Parabéns à polícia cearense”, escreveu.
Investigações e antecedentes
Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, El Cid integrava um grupo do PCC que planejava sequestrar e assassinar Moro, sua esposa Rosangela, e o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, em São Paulo. O objetivo seria obter resgate financeiro de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da facção criminosa.
O criminoso possui um histórico extenso de crimes graves, incluindo tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais. Entre os episódios mais notórios, está a explosão de um caixa eletrônico em abril de 2014, no Jardim Miriam, em São Paulo, que envolveu sequestro de ônibus e troca de tiros com a polícia. Em agosto de 2020, foi denunciado novamente por tentativa de homicídio contra PMs.
Após ser solto em setembro de 2022, a Justiça paulista abriu procedimento para apurar possível “soltura indevida”, considerando a alta periculosidade do suspeito. Juízes que analisaram seu caso destacam que El Cid representa risco elevado à segurança pública e continua sendo investigado por organização criminosa.





