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Homens criaram Startup para resolver um grande problema feminino que não existe

Não é de hoje que alguns empreendedores de Startups “teimam” em criar produtos que não resolvem dores reais de mercado, simplesmente por não validar com o segmento de cliente.

Mas desta vez o case veio da Alemanha com o produto “Pinky Glove”, fundadores Andre Ritterswuerden e Eugen Raimkulow ganharam, de fato, maior visibilidade ao participar do programa Die Höhle der Löwen, versão alemã do Shark Tank. 

O produto é uma espécie de luva para descartar de forma “discreta” os absorventes durante o período menstrual, porque fundadores da “Pinky Glove” acreditam que o sangue menstrual é anti-higiênico e vergonhoso “period shaming“. Mas a verdade é que várias mulheres ao redor do mundo se mobilizaram através de redes sociais para provar que esta dor não existe e não é um problema que precisa ser resolvido, ou pelo menos não desta forma, pois vale ressaltar que além de não resolver um problema real de mercado este produto ainda é um agente poluente do ambiente, pois a luva pode demorar até 450 anos para ser decomposta no meio ambiente. 

E de acordo com uma matéria no  jornal DW “As luvas de plástico cor de rosa foram consideradas prejudiciais ao meio ambiente e sexistas, enquanto alguns criticaram a equipe masculina por estigmatizar a menstruação” 

O programa foi exibido dia 12 de Abril e a dupla, no programa, foi muito bem sucedida por incrível que pareça e acabou recebendo um aporte de investimentos de 30 mil euros o que corresponde à R$201.912,00. O investimento foi aplicado durante o programa pelo investidor Ralf Dümmel que, diz em uma rede social: “Vejo vocês na próxima semana para um novo episódio?”

Ralf Dümmel se justificou depois, ao afirmar que investiu na empresa sem dar a devida atenção ao assunto.

Ou seja, este produto pode receber ainda mais aporte de investimentos. Agora é só aguardar para saber se o produto vai continuar o mesmo ou se vão “Pivotar” (mudar o rumo do negócio, descartar alguma feature que não funciona ou validar novas hipóteses).

Autor: Andreia Costa

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