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Marrone tem mais de meio milhão de reais em dívidas, diz SPC e Serasa

Segundo site das entidades, o cantor Marrone possui pendências financeiras em diversos segmentos, inclusive cartão de crédito

A vida financeira de Marrone, que faz dupla com Bruno, está de pernas para o ar. Além de ser processado por um ex-sócio por não pagar uma dívida de R$ 750 mil, a Coluna Leo Dias descobriu que o sertanejo possui mais de R$ 520 mil em pendências financeiras, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa. Segundo documento das instituições, o sertanejo deve desde cartão de crédito, no valor de R$ 867,31, até o pagamento de empréstimo a Cooperativa de Crédito dos Empresários do Secovigo, chegando a dever R$ 65.390,78.

No nome de Marrone, constam ainda um registro de inadimplência com a Marco Empreendimentos Imobiliários LTDA. no valor de R$ 16.553,58, onde o sertanejo aparece como fiador, provavelmente, de algum imóvel. Há ainda 13 ocorrências do Serasa, que incluem problemas com bancos e até com comércio atacadistas de cervejas.

Jatinho

A Coluna Leo Dias mostrou que Marrone responde um processo por desfazer a sociedade em uma churrascaria de Goiânia e não pagar R$ 750 mil pela parte do antigo sócio, Eurismar Ferreira. Alguns bens do cantor teriam sido penhorados, inclusive um jatinho. No entanto, o ex-sócio diz que o sertanejo transferiu a aeronave penhorada, o que é ilegal.

Ante o exposto, requer seja reconhecida a fraude à execução, bem como determinada a anulação da transferência da aeronave modelo 550 BRAVO, Ano de fabricação 2003, fabricante: CESSNA AIRCRAFT Tipo ICAO: C550, número de série: 550-1045, conforme documento do site da ANAC em anexos que confirmam a propriedade do executado e a transferência Fraudulenta”, diz o pedido dos advogados de Eurismar.

Já a defesa de Marrone, também por meio de um pedido de tutela de urgência e efeito suspensivo, diz que a aeronave não havia sido bloqueada pelo Poder Judiciário e que a venda e/ou transferência poderia ter sido feita. Além disso, os advogados pedem para que Marrone tenha direito a assistência judiciária gratuita, pois, segundo eles, o cantor não teria como pagar as despesas processuais. Os defensores dizem que “em razão da pandemia, a atividade laboral do embargante (Marrone) foi diretamente comprometida, o que consequentemente refletiu em seus rendimentos mensais”. Além disso, os advogados dizem que Eurismar agiu de má-fé, pois era de confiança de Marrone e que o cantor, muitas vezes, assinava documentos sem ler.

Gratuidade

Ainda no processo, os advogados dizem que Marrone não teria como pagar as despesas processuais, porque “em razão da pandemia, a atividade laboral do embargante (Marrone) foi diretamente comprometida, o que consequentemente refletiu em seus rendimentos mensais”. A defesa diz ainda que o cancelamento dos shows se estendeu até o fim do ano, “sem qualquer previsão de volta”. Além disso, eles acrescentam nas matérias provas de que a dupla teve 25 shows cancelados.

Ao fim do documento, os advogados pedem para que, caso o juiz não aceite o pedido de assistência judiciária gratuita, para que ele possa considerar o parcelamento “das despesas processuais”. O pedido de assistência judiciária gratuita pode ser feita por qualquer pessoa e, se aceita pelo juiz, dispensa a pessoa de pagar as custas processuais, mas não o advogado.

A coluna apurou que a dupla Bruno & Marrone fizeram, pelo menos, uma live por mês desde abril, sempre com o patrocínio de grandes marcas de cervejas e até empresas de pagamento online. A última apresentação dos dois foi com Jorge & Mateus e Leonardo em homenagem ao Dia Nacional da Cachaça. A assessoria de imprensa do cantor disse que o dinheiro das lives serviu também para pagar uma equipe de 50 pessoas.

Procurada, a advogada de Marrone, Maria Luiza Póva Cruz, disse que “não há pedido de assistência judiciária, o que aliás seria de uma grande ingenuidade pleitear o benefício da justiça gratuita para um cantor de renome e sucesso nacional”. Questionada sobre o motivo de constar esse pedido no processo, a advogada afirmou que: “A gente sempre faz esse pedido alternativo. Na realidade, ele está pedindo o parcelamento das custas. Mas, para você obter isso, a gente tem que pedir (a assistência judiciária gratuita). É uma etapa primeira”, disse.

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