Econômia

Maranhão perde quase quatro mil empregos formais nos quatro primeiros meses de 2020

Segundo dados do Caged, de janeiro a abril deste ano, o estado perdeu 3.959 empregos com carteira assinada, uma queda de 0,82%.

O Maranhão teve o registro de 44.429 admissões contra 48.388 desligamentos de empregados, de janeiro a abril deste ano. Nos quatro primeiros meses de 2020, o estado perdeu 3.959 empregos com carteira assinada, uma queda de 0,82%.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa ultima quarta-feira (27), pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A pesquisa mostra a queda no número de contratações, que contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais no Brasil.

De acordo com o Caged, as demissões no Maranhão nos quatro primeiros meses ocorreram em quase todos os segmentos econômicos e se agravou com a crise sanitária provocada pela Covid-19, que obrigou o poder público a suspender o funcionamento de atividades econômicas a partir de 21 de março, deixando ativo apenas os serviços considerados essenciais.

Um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de 15 de março a 18 de abril, o comércio no Maranhão já contabilizava cerca de R$ 1,18 bilhão em perdas no faturamento. Além disso, outros setores como o turismo (hotéis, bares e restaurantes, agências de viagem, etc), sofreram forte impacto.

Pesquisa do IBGE

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados no último dia 15 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Maranhão havia fechado o 1º trimestre de 2020 com 424 mil pessoas desempregadas.

A taxa de desocupação no estado foi de 16,1%, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, em que a taxa foi de 12,1%. Em números absolutos, a quantidade de pessoas desocupadas no Maranhão aumentou em cerca de 100 mil, entre o 4° trimestre de 2019 e o 1° trimestre de 2020.

Quanto a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada), no 1º trimestre de 2020, o Maranhão teve a segunda maior taxa do Brasil, 41,9%. O estado só ficou atrás do Piauí, que teve 45%. No Brasil, esse indicador apresentou taxa de 24,4%.

Dentro da composição subutilização da força de trabalho estão os desalentados, e, no Maranhão, esse número aumentou em relação ao trimestre anterior. No 1º trimestre de 2020, esse número foi de cerca de 572 mil pessoas.

No índice geral de informalidade, o Maranhão teve o segundo maior percentual no ranking dos estados (60,7%), ficando atrás apenas do Pará (61,4%). Os ocupados no Maranhão, no 1° trimestre de 2020, totalizaram 1.354.000 na situação de informalidade.

Programa de Manutenção do Emprego

Para tentar evitar uma perda maior de empregos, o governo federal baixou, no começo de abril, uma Medida Provisória que autorizou a suspensão do contrato de trabalho por 2 meses ou redução da jornada com corte de salário de até 70% num período de até três meses.

A medida tem força de lei e já recebeu o aval do Supremo Tribunal Federal, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar uma lei em definitivo.

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda prevê que o trabalhador permanecerá empregado durante o tempo de vigência dos acordos e pelo mesmo tempo depois que o acordo acabar. Os números do Ministério da Economia mostram que, até esta quinta-feira (28), mais de 8,2 milhões de trabalhadores aderiram ao programa.

De acordo com os dados do novo Caged, o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda conseguiu preservar 69.751 postos de trabalho formais no Maranhão.

Mudanças

Esta é a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema e aumenta a qualidade da informação e há aperfeiçoamento do registro administrativo.

Uma inovação do Novo Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: Comércio, Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), Extrativa Mineral, Administração Pública, Agropecuária, Construção Civil, Indústria de Transformação e Serviços.

Agora, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Comércio, Serviços, Indústria Geral, Construção Civil e Agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, Agricultura teve saldo positivo de 10.032, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da Construção Civil ficou negativo em -21.837. Comércio teve -342.748, Serviços -280.716 e Indústria -127.886.

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