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Estética: Possibilidades de Formação e Atuação na Área da Docência

RESUMO

Devido ao aumento da expectativa de vida, aumentou-se o interesse em adiar os traços
de envelhecimento da população. Nesse sentido, a demanda no setor da estética
apresenta-se de forma proporcional e coerente, com ampla oportunidade e um cenário
que possibilita um novo perfil profissional. Frente aos resultados da crescente demanda,
o objetivo do presente trabalho consiste em analisar os desafios e possibilidades da
inserção dos profissionais da área da estética no âmbito da docência em sala de aula.

REFERENCIAL TEÓRICO

Desde os tempos mais longínquos, homens e mulheres aspiravam a alcançar o ideal de beleza física como uma necessidade. Desse modo, muitos artifícios foram usados para suprir essa necessidade, dentre eles, os profissionais da área da beleza e saúde.

O profissional da estética apresenta como principal competência, a garantia do bem estar do indivíduo, apresenta-se como um trabalho dinâmico, devido a inovações e modas, retrata como principal característica, a facilidade de inserção no mercado de trabalho, devido ao  constante crescimento e desenvolvimento dessa área (MACHADO, 2008).

Os esteticistas são profissionais licenciados que trabalham para melhorar a aparência pessoal através de procedimentos externos. A formação nessa área consiste em três formas, cada um com suas especialidades e ramos de atuações (CARVALHO, 2006)

A formação técnica, permite ao profissional a realização de procedimentos estéticos e faciais, apresenta formação curricular coerente com a atuação e habilitação do

estudante, além de fornecer ao final do curso o certificado de formação.

O tecnólogo, possui uma abrangência maior, pois tem como possibilidade a atuação na área da docência.  De acordo com o Art. 5º Compete ao Tecnólogo em Estética, entre outras atribuições:

I – a direção, a coordenação, a supervisão e o ensino de disciplinas relativas a cursos que compreendam estudos com concentração em Estética ou Cosmetologia […] II – o treinamento institucional nas atividades de ensino e de pesquisa nas áreas de estudos com concentração em Estética ou Cosmetologia […] (GONÇALVES, 2003, p. 05)

O bacharel para além dos conhecimentos técnicos e de cosmética, é habilitado para atuar em pesquisas cientificas. Na atual conjuntura, compreende-se que a abrangência e possibilidade nesse setor é grande, nesse interim é relevante colocar que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking a nível mundial em relação ao  ramo da indústria de beleza (PIATTI, 2006).

A busca pelo espaço no mercado de trabalho leva o estudante a optar por uma formação mais rápida, ou seja a área técnica, a qual apresenta como principal resultado uma visão empreendedora.  Entretanto a atuação do esteticista na docência por meio da graduação tecnológica é uma área promissora, sendo fundamental para a aplicação de teorias e práticas específicas, regulamentado pela Lei 959/2003. A docência permite ao profissional formar outros profissionais com um olhar crítico e reflexivo sobre sua área, transmitindo comportamento éticos e saberes específicos (GONÇALVES, 2003).

As ministrações de aulas nessa área são inerentes ao conhecimento anatomia, fisiologia, bioética e conhecimentos relacionados ao funcionamento do corpo humano.

Por se tratar de um campo profissional em expansão muitas instituições acadêmicas oferecem a graduação plena nessa área, acrescentando ao aluno um embasamento científico. Desse modo, mesmo com outras oportunidades no âmbito profissional, o esteticista, deve estar sempre atualizado, em constante aprendizagem. As novas possibilidades nessa área permitem ao esteticista um perfil profissional, pois outrora era visto apenas como “técnico em limpeza de pele” (PIATTI, 2006).  

REFERÊNCIAS
CARVALHO, Célia Regina Fernandes. Estudo do perfil profissional e da formação
acadêmica do tecnólogo em estética: Estudo de caso – FIOCRUZ/IOC. 2006.
GONÇALVES, Fernando. Projeto de Lei 959/03.2003. [s/p] Disponível
em: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/132998.pdf Acesso em
04/10/2019.

MACHADO, Lucília Regina de Souza. Revista Brasileira de educação profissional e
tecnológica. V. 1, n. 1, – Brasília: MEC, SETEC, 2008
MANUAL DA PROFISSÃO. ESCLARECIMENTOS. [s/d] [s/p] Disponível em:
http://tapajo.unipar.br/exaluno/profissao-view.php?uni=3&cur= 36&pro=194
Acesso em 01/10/2019.

PIATTI, Isabel Luiza. Ética na Estética: Respeito ao Cliente e Sucesso para o
Profissional. 2006.

Maristela SILVA 1
Bruna ALMEIDA 2

1 Aluna da Pós Graduação Gestão e Docência do Ensino Superior – Faculdade Laboro (cadeira: Produção
e Inovação Científica – LABORO)
2 Orientadora do trabalho. Professora Mestre da Faculdade Laboro.

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