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Autismo. Conhecer para entender

De vez em quando você se depara com notícias, matérias e reportagens sobre autismo não é mesmo? Tanto na televisão como nas redes sociais. Ou provavelmente conhece alguma família que tem um pessoa com o transtorno, certo? Mas você sabe o que é autismo? Hoje o termo mais utilizado é Transtorno do Espectro Autista (TEA) pois dessa forma reflete as diferentes condições em graus (leve, moderado e severo) caracterizadas por desafios tais como; habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação.

O autismo é um transtorno que afeta o desenvolvimento, a comunicação e a interação social da criança. O diagnóstico deve ser dado apenas por dois profissionais, o neuro pediatra ou um psiquiatra infantil, mas, isso não isenta o pediatra de ficar atento a qualquer perda de habilidades ou comportamentos que não estão de acordo com os marcos do desenvolvimento (contato visual, interação com a mãe, bater palminhas, atender ao nome etc) no primeiro ano de vida. Portanto, se a criança não está atingindo esses marcos ou perdeu o que já havia alcançado, é sinal de que algo não vai bem e é dever do pediatra sinalizar para a família e encaminhar a criança a um especialista. Os sinais mais óbvios do Transtorno do Espectro Autista tendem a aparecer entre 2 e 3 anos de idade. Em alguns casos, ele pode ser diagnosticado por volta dos 18 meses.

Aqui na área Itaqui Bacanga, existem várias crianças diagnosticadas, embora não se saiba o número exato, estima-se que mais de 300 famílias tenham o diagnóstico de autismo. A psicóloga e coordenadora do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde, (CER – Olho D’água) Flavia Neves, disse durante uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, que a comunidade deve cobrar das autoridades competentes a investigação do motivo desse alto índice de crianças com tea na área Itaqui Bacanga. “Temos que saber o porquê de ter tantas crianças com autismo na região do Bacanga, ou seja, investigar se existe algo no solo, na água, enfim, fatores ambientais que podem estar alavancando esse número de casos”, disse.

Nos Estado Unidos, (EUA), o autismo, já é considerado como uma epidemia, de cada 59 crianças, 1 (uma) nasce com o transtorno, conforme divulgou a rede de monitoramento do autismo e deficiências (ADDM). Aqui no Brasil, não existem ainda números oficias, mas acredita-se que são 2 milhões de autistas. Há dois meses atrás o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, anunciou a inclusão dos dados da pessoa com autismo no Censo 2020, o que foi bastante comemorado pela comunidade autista e pelas milhares de famílias espalhadas no País. Segundo a dona de casa, Noriene da Conceição Bezerra, moradora da vila Embratel, ter esses dados é uma forma de cobrar políticas públicas. “Os dados são importante para que nós, enquanto pais de autistas, possamos cobrar serviços para os nossos filhos, a fim de que os direitos deles sejam garantidos, afinal, eles também são cidadãos, declarou.

Transtorno do Espectro Autista e suas possíveis causas

Uma das perguntas mais comuns feitas após um diagnóstico de autismo, é o que causou a condição. Sabemos que não há uma única causa de autismo. Pesquisas sugerem que o autismo se desenvolve a partir de uma combinação de influências genéticas e não genéticas, ou ambientais. Essas influências parecem aumentar o risco de uma criança desenvolver autismo. No entanto, é importante ter em mente que o aumento do risco não é a mesma causa. Por exemplo, algumas alterações genéticas associadas ao autismo também podem ser encontradas em pessoas que não têm o distúrbio. Da mesma forma, nem todos expostos a um fator de risco ambiental para o autismo desenvolvem o distúrbio.

Destacamos algumas das possíveis causas:

– Genéticos: Fatores complexos, uma vez que não há um gene específico associado ao transtorno do espectro autista, e sim uma variedade de mutações e anomalias cromossômicas que vem sendo associadas a ele. Em relação ao gênero, a proporção é de meninos 4:1 meninas.

– Neurológicos Há maior prevalência de TEA associados a atrasos cognitivos e quadros epilepsia, por exemplo.

Intervenção

Conhecendo o transtorno, as suas possíveis causas e com o diagnóstico em mãos, a família deve procurar tratamento o mais breve possível. Estudos apontam que quanto mais precocemente a criança for conduzida a intervenções, aumentam suas chances dela ter uma vida autônoma e independente. Aqui em São Luís, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento através do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde, (CER – Olho D’água).

No Centro são disponibilizadas as terapias específicas composta por uma equipe multidisciplinar (neuro pediatras, psicólogos, psiquiatras infantil, psicopedagogos, nutricionistas etc) o telefone e o endereço são os seguintes:

Rua Domingos Rodrigues, número 70, Olho D’água.

Contato: 98 3248 1151

Fontes: Entendendo autismo. Neurosaber. Estou autista.

Por Bethania Brelaz

Instagram: @bethania_brelaz

Dúvidas, sugestões, feed- back.

 98 98727 5507

 

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Vai ter dados sobre pessoas com autismo no próximo censo demográfico sim!!! Parabéns aos envolvidos! Sem dúvida, é um grande passo, mas não pára por aí. A partir de então, vai ser possível saber o número de pessoas com o transtorno e a realidade que temos no Brasil. Nossos filhos são cidadãos como qualquer outro e as políticas públicas precisam chegar até eles. Aqui no nosso Estado, só existe 1 (um) centro de referência (CER -Olho d’água) que é excelente, mas é insuficiente devido a demanda ser bastante alta. Tem famílias ( a nossa por exemplo) que esperam uma vaga para terapias específicas há mais de um ano. E os autistas adultos? Principalmente aqueles casos mais severos?! A maioria nunca passou por nenhum tipo de intervenção. Por isso é tão urgente e necessário a implantação de ‘residências assistidas’ compostas por profissionais capacitados, onde eles possam ensiná-los a ter independência e por que não até aprender uma profissão!!? Que eu saiba não existe nenhuma aqui em Slz. Você deve pensar, ah blz! Mas eu não tenho nenhum parente autista, pra mim isso é irrelevante! Amigo (a), nos EUA o autismo já é tratado como uma epidemia, e aqui no Brasil sem dúvida não é diferente, vamos saber disso em breve. E as futuras gerações?? Hein?!! #autismoslz #autismonocenso #inclusao @flaviodino @elizianegama @dr_gutemberg @duartejr_ @edivaldoholandajr @camilabraga79 @alexsandro6193 @wevertonsenador

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