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Polícia

Delegado Tiago Bardal é expulso da Polícia Civil após deliberação de conselho

Após deliberação do Conselho de Polícia Civil do Maranhão, o delegado Tiago Matos
Bardal foi demitido da instituição. Ex-superintendente Estadual de Investigações
Criminais (Seic), ele está preso em decorrência de dois inquéritos, sendo um referente
ao caso do contrabando na região do Quebra-Pote, em São Luís, e outro concernente a
uma carga roubada em Viana/MA.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do Jornal Itaqui-Bacanga, o
julgamento que resultou na expulsão de Bardal ocorreu na quinta-feira (25). Porém,
como ocorre em qualquer Procedimento Administrativo Disciplinar, ele ainda pode
recorrer e, caso vença, poderá ser reintegrado à Polícia Civil, sendo que o efeito é ex
tunc, ou seja, retroativo desde a data da demissão.

Ou, então, Tiago Bardal poderá retornar ao cargo por alguma ordem judicial, pois a
defesa dele vai recorrer da demissão.

Os inquéritos que pesam sobre Bardal

Embora esteja preso, Tiago Bardal havia sido solto no dia 24 de maio de 2018, poucos
meses após ter sido preso, sendo que estava encarcerado no anexo da Delegacia
Especial da Cidade Operária (Decop), em São Luís. Ele pagou a fiança no valor de R$
30 mil, estipulada pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, em virtude da revogação
de mandado de prisão preventiva referente ao esquema do contrabando.

Bardal saiu da cadeia por volta das 19h, acompanhado do seu advogado, Aldenor
Filho. A soltura ocorreu depois que o delegado efetuou o depósito judicial na Caixa

Econômica Federal (CEF), conforme determinado pelo juiz Luiz Régis Bomfim Filho,
da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal. O valor foi estipulado quando o magistrado
revogou o mandado de prisão expedido pelo também juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara
Criminal da Justiça Estadual.

O pagamento da fiança era o único fator para a liberdade do delegado Tiago, que
estava preso no anexo da Decop desde o dia 2 de março do ano passado, pois, no dia
17 de maio, o desembargador Josemar Lopes Santos, do Tribunal de Justiça do
Maranhão (TJ/MA), havia revogado outro mandado de prisão preventiva expedido em
desfavor de Bardal. Este documento judicial, entretanto, era concernente a uma
situação ocorrida em 2016, na cidade de Viana/MA, quando uma carga apreendida de
cigarros simplesmente desapareceu.

Com relação a este caso, registrado em Viana, o delegado Tiago teria pedido à Polícia
Civil daquele município que o material fosse encaminhado à Superintendência
Estadual de Investigações Criminais (Seic), quando ele ainda era titular. Após
representação feita pela Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor),
a prisão preventiva contra o ex-superintendente foi decretada pela 3ª Vara Criminal,
por meio do juiz José Gonçalo de Sousa Filho.

No despacho, o desembargador determinou que o delegado Tiago fosse monitorado
por tornozeleira eletrônica, o que foi seguido.

Outra decisão a favor de Bardal: em 30 de abril, o juiz Luiz Régis Bomfim Filho, da
1ª Vara Criminal da Justiça Federal, determinou a revogação de outro mandado de
prisão preventiva contra Bardal, mas com relação ao esquema do contrabando, que
beneficiou vários oficiais da Polícia Militar e também o político Rogério Sousa Garcia,
ex-vice-prefeito da cidade de São Mateus/MA.

Porém, o magistrado determinou, como condição para a liberdade provisória, o
pagamento de fiança no valor de R$ 30 mil, que deveria ser “efetuado em depósito

judicial à Caixa Econômica Federal”, o que agora foi feito. Bomfim também frisou no
documento o monitoramento de Bardal por tornozeleira eletrônica, a suspensão do
exercício da função pública e o recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins
de semana.

Nos mesmos termos da decisão em favor de Bardal, Luís Bomfim beneficiou o major
Luciano Fabio Farias Rangel, ex-subcomandante do 21º Batalhão de Polícia Militar
(BPM), e o subtenente Joaquim Pereira de Carvalho Filho. O titular da 1ª Vara
também determinou a revogação da prisão preventiva do ex-vice-prefeito de São
Mateus, que deverá pagar uma fiança no valor de R$ 30 mil para ser solto.

Também foi decidida a revogação da prisão preventiva do soldado Fernando Paiva
Moraes Júnior (fiança de R$ 15 mil) e do coronel Reinaldo Elias Francalanci (fiança
de R$ 15 mil). Além de Galdino Livramento dos Santos e Evandro da Costa Araújo,
sem pagamento de fiança. E, ainda, a manutenção da prisão provisória de Arouldo
João Padilha Martins, José Carlos Gonçalves, Ricardo Jefferson Muniz Belo
(advogado que estava com Bardal quando este foi abordado no Quebra Pote),
Edmilson Silva Macedo e Rodrigo Santana Mendes.

A prisão de Bardal: o ex-superintendente da Seic foi preso no dia 2 de março de
2018, quando prestava depoimento na Seccor, pois seu mandado de prisão preventiva
foi expedido pelo juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara Criminal.

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