A CPI do INSS, que investiga aquele que já é apontado como o maior assalto aos aposentados, pensionistas e pescadores na história do Brasil, não pode mais perder tempo: precisa mirar diretamente o senador Weverton Rocha, figura conhecida em todo o Maranhão por sua trilha interminável de escândalos, por suas alcunhas, Maragato, Meu Preto, e por uma carreira política marcada por episódios que sempre orbitam práticas suspeitas, nebulosas e politicamente vergonhosas.
A cada depoimento, a cada documento, a cada revelação, o nome de Weverton surge, ressurge e reaparece, quase sempre associado a personagens controversos. Entre eles, o já citado pela Polícia Federal e pela CPMI, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Investigações já identificaram indícios concretos de que empresas, operadores e intermediários ligados ao Careca cruzam diretamente com pessoas e negócios ligados ao próprio senador, o que, no mínimo, exigiria explicações urgentes, firmes e transparentes.
Segundo o jornal Estadão, um contador diretamente vinculado ao senador, Rodrigo Martins Corrêa, aparece como elo de ligação entre negócios pessoais e familiares de Weverton e empresas supostamente usadas por Careca dentro do esquema de descontos fraudulentos contra beneficiários do INSS.
O mesmo profissional que administra a DJ Agropecuária, registrada em nome de Weverton e familiares, figura também como sócio da Voga, empresa citada em relatórios da Polícia Federal como responsável pela contabilidade de empresas ligadas ao esquema criminoso.
Isso não é pouca coisa.
Isso não é coincidência.
Isso não é irrelevante.
É gravíssimo. É repetitivo. É recorrente. E é um padrão na trajetória política de Weverton Rocha.
Porque, convenhamos, não é de hoje que o senador Maragato se vê envolvido em denúncias, suspeitas, investigações, escândalos e irregularidades. Sua carreira é praticamente uma sequência de episódios que envergonham o Maranhão.
Quem não se lembra do caso da UMES, do doloroso e ainda nebuloso escândalo da reforma do Ginásio Costa Rodrigues, onde Weverton foi acusado de envolvimento direto em desaparecimento de recursos? Quem esqueceu o episódio da Secretaria de Juventude, outro rastro de irregularidades, gasto público mal explicado e suspeitas que nunca foram totalmente esclarecidas?
O passado de Weverton não deixa dúvidas: onde há escândalo, há Weverton; onde há investigação, seu nome aparece; onde há suspeita, sua sombra se projeta. E agora, mais uma vez, em um caso gigantesco como o da fraude bilionária contra aposentados e pescadores, os indícios apontam novamente para ele.
Por isso, a CPI não pode, de forma alguma, blindar o senador.
Blindagem aqui seria cumplicidade.
Blindagem seria vergonha nacional.
A CPI deve convocar Weverton, deve exigir explicações linha por linha, documento por documento, e deve, se necessário, pedir medidas mais duras, inclusive prisão preventiva se os indícios se confirmarem.
O Maranhão não aguenta mais ser arrastado para o noticiário nacional por escândalos envolvendo sempre os mesmos nomes, as mesmas figuras, os mesmos velhos protagonistas da política suja.
E mais uma vez, lamentavelmente, Weverton Rocha volta a expor o estado e o país ao ridículo político e moral.





