
Além de sua atuação legislativa, o Senado exerce funções centrais no sistema político, como o julgamento do presidente da República e de ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade, além da aprovação de indicações para cargos estratégicos, entre eles ministros do STF e do STJ, o procurador-geral da República, dirigentes do Banco Central e chefes de missões diplomáticas.
A próxima legislatura poderá ainda influenciar diretamente a composição do Supremo Tribunal Federal, diante da indicação pendente de Jorge Messias, escolhido para substituir Luís Roberto Barroso, além de outras três aposentadorias previstas ao longo do próximo mandato presidencial.
O impacto da eleição se reflete também no número de cadeiras que cada partido precisará defender. O PL colocará em disputa sete de seus 15 senadores; o PSD terá 11 das 14 cadeiras em jogo; e o MDB disputará a renovação de nove dos seus dez parlamentares. O PT, que atualmente conta com nove senadores, terá seis mandatos chegando ao fim. Siglas como Podemos (quatro), PSDB (três) e Novo (um) terão toda a bancada em fim de mandato. Todos os senadores poderão concorrer à reeleição.
Encerram mandato em 2026 os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Angelo Coronel (PSD-BA), Carlos Portinho (PL-RJ), Carlos Viana (Podemos-MG), Chico Rodrigues (PSB-RR), Cid Gomes (PSB-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Confúcio Moura (MDB-RO), Daniella Ribeiro (PP-PB), Dra. Eudócia (PL-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Girão (Novo-CE), Eduardo Gomes (PL-TO), Eliziane Gama (PSD-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Fabiano Contarato (PT-ES), Fernando Dueire (MDB-PE), Flávio Arns (PSB-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Giordano (sem partido-SP), Humberto Costa (PT-PE), Irajá (PSD-TO), Ivete da Silveira (MDB-SC), Izalci Lucas (PL-DF), Jader Barbalho (MDB-PA), Jaques Wagner (PT-BA), Jayme Campos (União-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO), José Lacerda (PSD-MT), Leila Barros (PDT-DF), Lucas Barreto (PSD-AP), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Mara Gabrilli (PSD-SP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Marcos do Val (Podemos-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Nelsinho Trad (PSD-MS), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Paulo Paim (PT-RS), Plínio Valério (PSDB-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Weverton (PDT-MA), Zenaide Maia (PSD-RN) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).
Por outro lado, alguns partidos já têm bancadas parcialmente garantidas até 2030. Republicanos e União Brasil manterão quatro senadores cada, enquanto PT, PP e PSD contarão com três parlamentares em meio de mandato. O PL é a legenda com maior número de senadores com mandato vigente até o fim da década, somando oito eleitos em 2022.
Têm mandato até 2030 os senadores Alan Rick (Republicanos-AC), Ana Paula Lobato (PDT-MA), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Augusta Brito (PT-CE), Beto Faro (PT-PA), Bruno Bonetti (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Davi Alcolumbre (União-AP), Dr. Hiran (PP-RR), Efraim Filho (União-PB), Fernando Farias (MDB-AL), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Jaime Bagattoli (PL-RO), Jorge Seif (PL-SC), Jussara Lima (PSD-PI), Laércio Oliveira (PP-SE), Magno Malta (PL-ES), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (União-PR), Teresa Leitão (PT-PE), Tereza Cristina (PP-MS), Wellington Fagundes (PL-MT) e Wilder Morais (PL-GO).
Com a maioria das cadeiras em disputa, a composição do Senado é vista como determinante para a governabilidade e para o equilíbrio entre os Poderes. Movimentos recentes indicam que a disputa deve ganhar força nos próximos meses, com lideranças do governo e da oposição avaliando candidaturas à Casa.





