
O governador oligarca Carlos Brandão encaminhou à Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta semana, um projeto que autoriza a contratação de mais um empréstimo internacional no valor de 52 milhões de dólares, o equivalente a quase R$ 300 milhões. A proposta reacende o debate sobre o endividamento do Estado e o peso crescente dessa conta sobre os ombros da população maranhense.
O novo pedido de empréstimo chega em meio a duras críticas à gestão estadual, sobretudo porque o Maranhão figura entre os estados com maior carga tributária do país. Na prática, o maranhense já paga muitos impostos e, ainda assim, convive com serviços públicos precários e indicadores sociais entre os piores do Brasil.
Para especialistas, trata-se de mais um valor “empurrado goela abaixo” da população, sem que haja transparência suficiente sobre os reais benefícios desse endividamento. A cobrança agora recai sobre os deputados estaduais, que deverão se posicionar e decidir se autorizam ou não que mais essa dívida seja assumida pelo Estado.
Além do peso financeiro, o governo do oligarca Brandão também enfrenta questionamentos políticos. Sua gestão é alvo constante de denúncias e suspeitas envolvendo esquemas de corrupção, especialmente na relação com empreiteiras responsáveis por obras públicas. Embora o governo sustente um discurso de equilíbrio fiscal, a realidade vivida pela população contrasta com essa narrativa.
Mesmo com alta arrecadação, os investimentos que chegam à ponta são considerados insuficientes. Saúde, educação, infraestrutura e segurança seguem apresentando falhas graves, reforçando a percepção de que o governo arrecada muito, mas investe pouco no bem-estar do povo.
Na ótica política, o Maranhão vive um paradoxo: cobra-se caro em impostos, mas entrega-se pouco em retorno à sociedade. Diante disso, cresce a pressão para que o Legislativo estadual não atue apenas como homologador das vontades do Palácio dos Leões, mas cumpra seu papel de fiscalizar e defender os interesses do maranhense, que já paga imposto demais e recebe serviços de menos.





