
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou ontem que o esquema de fraudes financeiras que resultou na prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de quatro diretores da instituição pode alcançar R$ 12 bilhões. A declaração foi feita durante sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga organizações criminosas.
Rodrigues relatou que, apenas na casa de um dos alvos da Operação Compliance Zero, os agentes encontraram R$ 1,6 milhão em espécie. Ele destacou a integração entre PF, Banco Central e Coaf na apuração do caso. “Trata-se de uma operação importante, envolvendo crime contra o sistema financeiro. Fala-se em R$ 12 bilhões relacionados a esse esquema, com diversas prisões. Nesta fase da operação, o valor da fraude chega a R$ 12 bilhões”, afirmou.
O diretor-geral ressaltou que ainda não é possível estimar quanto do montante poderá ser recuperado. “Não sabemos quanto conseguiremos bloquear. O que temos, por ora, é a apreensão de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo na residência de um dos investigados”, disse.
A investigação aponta que o grupo operava um esquema baseado na venda de títulos de crédito falsos. Segundo a PF, o Banco Master emitia CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com promessa de rendimentos até 40% superiores à taxa básica de juros — oferta considerada irreal e usada para atrair investidores.
Além de Vorcaro, foram detidos os diretores Luiz Antônio Bull, Alberto Felix de Oliveira Neto, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima.





