
“Cara de pau” é pouco para definir a postura da família Brandão, encabeçada pelo oligarca governador Carlos Brandão, ao lado dos irmãos Marcos Brandão, conhecido como o “todo-poderoso”, e Zé Henrique. Os dois últimos, assim como o governador, tentam se fazer de vítimas ao adotar o discurso fajuto de que estariam sofrendo perseguição por parte de adversários políticos.
A verdade, porém, é que há fortes indícios de uma roubalheira escancarada no governo Carlos Brandão, cujo resultado mais evidente é o aumento absurdo do patrimônio da família Brandão em um curto espaço de tempo.
Segundo reportagem publicada pelo Estadão, a família Brandão possuía, no município de Mirador, cerca de 9 mil hectares de terra em 2022. Entre 2022 e 2025, essa mesma área passou para quase 90 mil hectares, ou seja, um crescimento superior a dez vezes em apenas três anos — justamente no período em que a família está no comando do governo estadual. Se são tão eficientes assim, talvez já esteja na hora de lançar um curso ensinando como ganhar tanto dinheiro em tão pouco tempo.
A pergunta que não quer calar é: por que esse crescimento patrimonial só aconteceu agora, depois que chegaram ao governo? O rol patrimonial da família Brandão ultrapassa R$ 1 bilhão em apenas três anos. Quem é esse suposto gênio empresarial capaz de multiplicar patrimônio de forma tão assustadora?
Diante desse cenário, é perseguição cobrar, questionar e fiscalizar um governo cercado por denúncias de corrupção, uma atrás da outra, somadas a um crescimento financeiro exponencial da família que está no poder?
E há mais: o governo do Estado se transformou em um verdadeiro cabide de empregos, com familiares do governador ocupando cargos estratégicos e de grande influência dentro da administração pública.
O que se vê, na prática, é uma quadrilha montada para saquear os cofres públicos do Estado, deixando claro que esse enriquecimento acelerado não é fruto de trabalho honesto. O escândalo envolvendo a família Brandão já ultrapassou as fronteiras do Maranhão e ganhou repercussão nacional, figurando como um dos maiores escândalos políticos do Brasil.





