Matões do Norte entre os 10 municípios com mais pessoas sem união conjugal aponta IBGE

O município maranhense de Matões do Norte está entre os dez do Brasil com maior número de pessoas que nunca viveram em união conjugal segundo dados preliminares do Censo 2022 divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
De acordo com o levantamento mais de 90 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais vivem em algum tipo de união conjugal o equivalente a 51% da população Em 2010 eram 81 milhões cerca de 50% dos habitantes o que mostra um leve aumento das uniões estáveis ou matrimoniais no país
Por outro lado 85,7 milhões de pessoas 49% não vivem com cônjuge ou companheiro Desse total 53 milhões nunca viveram em união conjugal enquanto 32,6 milhões são separados viúvos ou divorciados
Em comparação com 2010 houve crescimento nas duas pontas tanto no número de pessoas casadas quanto no de solteiros e separados Há 12 anos 57,2 milhões de brasileiros nunca haviam vivido com um parceiro e 23,6 milhões já tinham sido casados ou vivido em união estável mas estavam separados
Maranhão e Matões do Norte em destaque
Entre os estados brasileiros o Maranhão aparece com 34% de pessoas que nunca viveram com cônjuge ou companheiro empatado com o Amazonas e atrás apenas do Amapá que lidera o ranking com 35%
No cenário municipal Matões do Norte desponta entre as dez cidades do país com maior percentual de pessoas sem união conjugal ao lado de municípios como Pracinha (SP) Bagre (PA) e Guaramiranga (CE) Segundo o IBGE 13% dos moradores de Matões do Norte declararam nunca ter vivido com cônjuge ou companheiro
O número chama atenção e revela um perfil social específico uma parcela expressiva da população que não constituiu vida conjugal formal ou estável seja por escolha pessoal fatores culturais ou condições socioeconômicas
O que o IBGE considera união conjugal
O IBGE classifica os entrevistados em três categorias
Viviam em união conjugal casados ou em união estável com ou sem registro civil ou religioso
Não viviam em união conjugal separados viúvos ou divorciados
Nunca viveram em união conjugal pessoas que nunca moraram com cônjuge ou companheiro
Panorama nacional
Os dados indicam que o casamento e a união estável ainda são predominantes no Brasil mas há uma tendência crescente de vida independente especialmente entre jovens e idosos
Entre os estados Santa Catarina tem o maior percentual de pessoas vivendo em união conjugal 58% Já o Amapá lidera entre os que não estão em união 53% e o Rio de Janeiro concentra o maior número de separados viúvos e divorciados 21%
Nos municípios os contrastes são grandes
Nova Candelária (RS) é o município com mais pessoas vivendo em união conjugal 72%
Balbinos (SP) tem 81% da população sem união conjugal
Pracinha (SP) lidera entre os que nunca viveram com companheiro 49%
Matões do Norte (MA) aparece entre os dez primeiros com 13%
Maranhão é o 4º estado com mais uniões conjugais entre pessoas de 10 a 14 anos
O mesmo levantamento do IBGE revelou outro dado preocupante o casamento e a união precoce ainda são realidade no Brasil O Censo aponta que mais de 34 mil pessoas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal no país
Dessas uniões 77% envolvem meninas o que evidencia a desigualdade de gênero e a vulnerabilidade infantil
O Maranhão ocupa o quarto lugar no ranking nacional com 2.201 crianças e adolescentes nessa faixa etária vivendo com companheiro ou cônjuge o equivalente a 6,4% do total brasileiro À frente estão São Paulo 13,8% Bahia 7,9% e Pará 7,5%
Uniões precoces e realidade social
Segundo o IBGE a maior parte dessas uniões é consensual 87% sem registro civil ou religioso A legislação brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos salvo autorização judicial mas o órgão ressalta que as perguntas sobre esse tema permanecem no Censo para retratar a realidade social
Entre os jovens que vivem em união 7% são casados no civil e religioso 4,9% apenas no civil e 1,5% apenas no religioso
O levantamento também detalha o perfil racial 20.414 se declaram pardas 10.009 brancas 3.246 pretas 483 indígenas e 51 amarelas
Ranking dos estados com mais uniões entre 10 e 14 anos
São Paulo – 13,8% (4.722 pessoas)
Bahia – 7,9% (2.716 pessoas)
Pará – 7,5% (2.579 pessoas)
Maranhão – 6,4% (2.201 pessoas)
Ceará – 6% (2.039 pessoas)
Pernambuco – 5,8% (1.968 pessoas)
Rio de Janeiro – 5,3% (1.803 pessoas)
Amazonas – 4,9% (1.672 pessoas)
Paraná – 4,4% (1.501 pessoas)
Minas Gerais – 4,2% (1.430 pessoas)





