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Alerta aos pais! Entenda o que são os círculos pedófilos

Especialistas se preocupam com aumento de casos durante quarentena

De acordo com dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos houve um aumento de 30% dos casos de violência doméstica desde o início da quarentena decretada no Brasil. Isso sem contar os casos subnotificados.

Segundo a UNICEF, menores de idade correm mais riscos de sofrer abusos, abandono, exploração e violência ao terem que ficar trancados em casa com seus agressores. Além disso, defensores dos direitos da criança e do adolescente, especialistas, promotores e delegados já alertaram sobre o aumento de casos de pedofilia na internet durante o isolamento.

Números assustadores da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos mostram que as denúncias de pornografia infantil são mais do dobro do segundo colocado, de apologia e incitação de crimes contra a vida, e ultrapassou 1,5 milhão.

O QUE SÃO
Os círculos pedófilos, ou ainda fóruns pedófilos ou grupos de ativismo pedófilo são redes em que criminosos compartilham opiniões, expressam seus desejos, suas fantasias, trocam conselhos e fazem apologia a crimes de forma livre. Os integrantes não precisam se identificar, podendo assumir uma identidade fictícia, conhecida como nicknames.

Imagens de crianças e adolescentes, informações confidenciais e relatos são compartilhados para download nestes espaços através do termo “pack”. Por isso, é muito importante que pais e responsáveis tenham cuidado redobrado com a publicação de fotos e vídeos dos filhos. Mesmo que uma busca na internet pela imagem do menor não seja encontrada, ela pode estar em fóruns ocultos.

A chamada deepweb ou dark web reúne grande parte dos fóruns de criminosos, porque não exige uma conexão de rede de computadores, como os sites WWW. Com isso, o rastreamento de seus integrantes é mais difícil, o que atrai os pedófilos. No entanto, é importante ressaltar que delegacias especializadas no combate a estes crimes sabem exatamente os passos que os criminosos costumam dar.

“Seis semanas para brincar com a enteada”, diz legenda de publicação em círculo pedófilo Foto: Reprodução

ALERTAS DE ESPECIALISTAS
O delegado José Barreto de Macedo Junior, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) da Polícia Civil do Paraná, alerta que os pais devem monitorar o acesso à internet dos filhos porque a quarentena possibilitou o aumento do uso das redes sociais dentro de casa.

A psicopedagoga Sara Oliveira atua no combate à exploração infantil, como gerente na ONG Plan International Brasil, que visa o bem estar social de menores. Ela falou sobre um dos maiores problemas, que é a exploração sexual.

– Há uma linha tênue entre a exploração e o abuso. Muitas vezes, as pessoas pensam que há um lucro financeiro com a exploração sexual. Mas a troca pode ser por uma bala, uma boneca, um pacote de biscoito. A diferença do abuso para a exploração sexual é essa moeda de troca que nem sempre é o dinheiro. Precisamos desmistificar isso em relação à exploração sexual – declarou ao portal.

O alerta também cresce em outros países. A diretora da Europol, Catherine De Bolle, falou sobre o problema em audiência na União Europeia.

– O mais preocupante é o aumento da atividade online de quem busca material sobre abuso sexual infantil – apontou.

DENUNCIE
Para denunciar casos de abuso sexual contra menores basta ligar para o número 100
, acessar o aplicativo Direitos Humanos Brasil ou a ouvidoria do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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