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Polícia

Líder de facção lavou dinheiro do tráfico em caminhões e fazenda

A Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) deu cumprimento
a mandados de prisão temporária em desfavor de Renato Almeida Pestana, o “Rato”, e
seu sogro, Adão Rodrigo dos Santos, na sexta-feira (3), na “Operação Ratoeira”. O
primeiro, segundo as fontes, é um dos líderes do Bonde dos 40 e lavou milhões em
empresa de caminhões, fazenda em Santa Rita/MA e imóveis em São Luís.

Conforme explicado pelo delegado Jean Algarves, da Senarc, “Rato” está preso no
Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde dezembro de 2016, quando foi flagrado
com cerca de 80kg de maconha prensada no bairro São Cristóvão, em São Luís, em
uma oficina mecânica. Naquela ocasião, Renato estava acompanhado de Francisco de
Sales Feitosa, 38, e Paulo Henrique Almeida de Azevedo Vieira Araújo, 28.

Apesar de encarcerado, frisou o delegado, Renato Almeida continuava articulando o
tráfico de drogas de dentro do Complexo de Pedrinhas, como interceptações
telefônicas identificaram. A investigação da Senarc que resultou no cumprimento do
mandado de prisão, e também em mandados de busca e apreensão, em seu desfavor
durou um ano e meio, como Algarves destacou. Segundo ele, o inquérito apurou que
“Rato” lavou dinheiro em várias contas bancárias, em nome de terceiros.

Nessas contas, movimentavam milhões de reais, sendo que uma dessas transferências
foi destinada para um local na fronteira do Brasil com Paraguai. Além disso, comentou
o delegado, o faccionado lavou dinheiro em um frota de 6 caminhões, que faziam
distribuição e transporte de produtos em vários pontos da região metropolitana. E,
também, escondia a venda de drogas por meio do aluguel de 4 imóveis na Vila Itamar,
“quebrada” do investigado.

O sogro de “Rato” o ajudava nesse tráfico de drogas, assim como a esposa de Renato,
Ivone Pereira dos Santos, presa pela Superintendência Estadual de Investigações
Criminais (Seic) em agosto de 2018, após a apreensão de 25kg de crack (avaliados em
R$ 500 mil) na Vila Itamar, pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado
(DCCO). Outros comparsas, não localizados na “Operação Ratoeira”, também o
auxiliavam.

Jean Algarves destacou que houve o sequestro judicial de bens utilizados pelo bando,
incluindo caminhões. Segundo o delegado, “Rato” responde a 5 processos criminais,
sendo considerado um traficante com alcance internacional, como a investigação
detectou. Ele disse que o sogro de Renato foi preso na casa de sua filha, no Conjunto
Cohatrac, em São Luís.

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