Apesar de ter afirmado que a conversa foi boa, o governador oligarca Carlos Brandão apresentou uma proposta ao presidente petista, que foi rechaçada. A principal ideia seria o presidente Lula apoiar o projeto familiar de Brandão, indicando o nome do seu sobrinho. No entanto, o que o oligarca teria ouvido de Lula é que o melhor caminho para Brandão seria cumprir com a palavra empenhada em 2022, recuar do projeto familiar e apoiar aqueles que o sustentaram integralmente — leia-se o grupo “dinista”.
Não satisfeito com a negativa do presidente, Brandão insistiu e fez uma contraproposta, que no mínimo pode ser classificada como imoral. Ele propôs se colocar à disposição para disputar o Senado, e que, para isso, o seu vice também renunciaria, permitindo que Iracema Vale assumisse o governo e conduzisse uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Ou seja, Brandão quer controlar tudo.
A conversa não prosperou, e Brandão já sabe qual é o posicionamento do presidente Lula: apoiar o vice-governador Felipe Camarão ao Governo do Maranhão em 2026. Diante desse cenário, o chefe do Executivo estadual já se prepara e começa a externar aos mais próximos que vai peitar o presidente Lula.
Para alguns prefeitos da região da Baixada Maranhense, Brandão tem confidenciado que Orleans será candidato com ou sem o apoio de Lula, e que irá para o tudo ou nada para eleger o sobrinho, usando toda a força e estrutura do Palácio dos Leões para atingir esse objetivo.
O plano suicida e sem pé nem cabeça já apresenta sinais de que vai dar errado; primeiro pela inviabilidade do nome do sobrinho, que, segundo pesquisas, estagnou e não avança mais. Sem preparo, sem qualificação e com muito menos experiência, Orleans será presa fácil para os adversários.
Para Brandão, que conduz um governo com a pecha de traidor e mentiroso, o desafio será conviver até 2026 com inúmeras investigações por corrupção, além de ser chamado de quadrilheiro, acusado de saquear os cofres do Estado em meio a uma bandidagem sem fim que impera em seu governo. A segurança está desfacelada, a saúde e a educação sucateadas e destruídas, e a infraestrutura esquecida, sendo feita só de faz de conta.
Vale lembrar que Brandão prometeu em 2022 que o seu vice, Felipe Camarão, seria o sucessor, um acordo que foi quebrado pelo próprio Brandão, que sempre se mostrou traidor e ingrato. Como diz o ditado: “A política gosta da traição, mas abomina os traidores.”





