
O procurador-geral de Justiça, Danilo Castro, está tendo sua conduta questionada diante de fortes indícios de usar o Ministério Público como instrumento político para perseguir o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), atual adversário do governador oligarca Carlos Brandão (sem partido). A artilharia pesada contra Camarão acontece às vésperas do prazo final de desincompatibilização.
Danilo Castro foi indicado pessoalmente ao cargo pelo governador oligarca Brandão e é acusado de transformar o Ministério Público em um puxadinho político do Palácio dos Leões. O currículo do procurador-geral de Justiça é controverso. O caso mais polêmico foi o recente episódio de Turilândia, um dos maiores escândalos da história política do estado, onde Castro foi um dos protagonistas em uma decisão que causou revolta na população. Danilo deu um parecer favorável à soltura do prefeito do município, além de outros agentes políticos acusados de liderar uma organização criminosa que desviou mais de 50 milhões de reais, o que provocou demissão em massa de promotores de Justiça do Gaeco.
Mas não é só isso. Danilo Castro é acusado de engavetar investigações contra a família Brandão, como no caso do Tech Office, onde denúncias apontam manobras para proteger parentes do oligarca Brandão, entre eles o sobrinho de Carlos Brandão, Daniel Bandão, que aparece na cena de um assassinato. Segundo fontes, Danilo tem uma relação de amizade forte com o irmão do governador, Marcus Brandão, conhecido como o “todo poderoso do governo”. Danilo Castro é definido pela imprensa como um aliado consorciado do projeto político da família Brandão.
Agora, às vésperas do fim do prazo de desincompatibilização, Danilo tenta tirar da cena política Felipe Camarão para garantir que o plano de poder do governador Carlos Brandão se concretize. O Ministério Público deve servir ao povo, e não a uma família. O Maranhão exige isenção, e não perseguição política.





