
O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri na última segunda-feira (16). Jonathan foi um dos últimos a prestar depoimento e saiu do local antes da conclusão da sessão, sem ser percebido. Após a decisão, foi expedido mandado de prisão, mas ele não foi localizado pelas autoridades.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em dezembro de 2021, quando Gabriel foi agredido em frente à própria residência, após ser confundido com um suspeito de furto. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem é retirado do veículo e passa a ser agredido com socos, chutes e pisões.
Segundo o processo, a vítima chegou a informar que era proprietária do carro, mas as agressões continuaram. O espancamento só foi interrompido após a intervenção de um vizinho.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas, além da vítima e do próprio acusado. O empresário respondia por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Para a acusação, ficou comprovada a intenção de matar diante da gravidade das agressões.
Os jurados, no entanto, não reconheceram motivação racial no crime, apesar de a defesa da vítima sustentar que o episódio teria relação com preconceito.
O processo foi desmembrado, e a outra pessoa apontada como participante das agressões deverá ser julgada separadamente por lesão corporal.
A defesa da vítima informou que não pretende recorrer da sentença, mas destacou a importância da prisão do condenado para o cumprimento da decisão judicial. O Ministério Público também considerou a pena adequada.
Jonathan Silva Barbosa já possuía antecedente criminal por homicídio culposo no trânsito, ocorrido em 2019, quando atropelou e matou um homem. Na ocasião, a pena foi convertida em medidas alternativas.
O caso segue em aberto até a localização do condenado, que deverá cumprir a pena em regime fechado.





