Os delegados da Polícia Civil do Maranhão têm manifestado, de forma recorrente, insatisfação com o Governo do Estado, comandado pelo governador Carlos Brandão. A categoria aponta falta de valorização profissional, mesmo diante das dificuldades estruturais enfrentadas pelo sistema de segurança pública.
Além das condições consideradas precárias, os delegados reclamam do descumprimento de promessas feitas pelo SEAD (Secretaria de Estado da Administração e Previdência) relacionadas à reestruturação da carreira e a outras vantagens prometidas, que até o momento não foram cumpridas. A categoria considera que essas medidas seriam fundamentais para a motivação e para a valorização do cargo.
Os profissionais também criticam a atuação do secretário de Segurança Pública, Maurício Martins. Apesar de ser delegado de carreira, segundo relatos da categoria, o secretário não teria adotado ações concretas em defesa dos interesses da Polícia Civil, contribuindo para a sensação de descaso e inanição administrativa.

Mesmo diante do cenário, os delegados afirmam que seguem cumprindo o papel institucional de garantir a segurança da população, fazer cumprir a lei e combater a criminalidade. O trabalho inclui operações policiais bem-sucedidas, investigações complexas e ações de prevenção e repressão a organizações criminosas.
A categoria aponta ainda a ausência de um reajuste salarial efetivo. Atualmente, tanto no início quanto no final da carreira, a remuneração dos delegados maranhenses figura entre as mais baixas do país, destoando da relevância do cargo e do alto nível de responsabilidade exigido pela função. A defasagem salarial não reflete o trabalho desempenhado pelos profissionais, impactando diretamente a motivação e o reconhecimento institucional.
Mesmo diante do cenário considerado de negligência por parte do governo estadual, os delegados afirmam que ainda acreditam no diálogo como caminho para a resolução do impasse. A categoria pede sensibilidade do governador Carlos Brandão e do secretário Maurício Martins para que a situação seja analisada e enfrentada.
Nas redes sociais e em conversas internas, o sentimento relatado entre os delegados é de insatisfação e frustração, reforçando a cobrança por medidas concretas que valorizem a carreira e fortaleçam a Polícia Civil no Maranhão.
Se a categoria continuar sem resposta, a partir da segunda semana de janeiro de 2026, haverá paralisação das atividades. E enquanto isso, uma chuva de críticas continua contra o governador Carlos Brandão e o secretário Mauricio Martins. VEJA O VÍDEO:





