
A conta de energia elétrica dos brasileiros segue mais cara no mês de setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (29), a manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 2, o que representa um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A medida foi adotada em razão do acionamento das usinas termelétricas, cujo custo de geração é mais elevado. A necessidade de utilizar esse tipo de usina se deve à baixa nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, causada pela escassez de chuvas.
“As atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica. Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”, informou a Aneel, em nota.
Nos meses de junho e julho, a bandeira vermelha já havia sido adotada, e foi novamente ativada em agosto, permanecendo válida para o mês de setembro.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e serve para indicar aos consumidores o custo real da geração de energia no país. Quando a bandeira está verde, não há cobrança extra. Já nas bandeiras amarela ou vermelha, o valor da tarifa é ajustado conforme os custos de produção.
Aumento de tarifa no Maranhão
Além da cobrança adicional nacional, os consumidores do Maranhão também sentirão um novo impacto nas contas de energia. A Aneel aprovou, na última terça-feira (26), um reajuste médio de 17,9% nas tarifas da Equatorial Maranhão, que começou a valer na quinta-feira, 28 de agosto. A medida afeta cerca de 2,2 milhões de unidades consumidoras em 217 municípios do estado.
O reajuste é resultado da Revisão Tarifária Periódica (RTP), realizada a cada cinco anos. Para consumidores residenciais da classe B1, o aumento é de 17,46%. Já para clientes atendidos em baixa tensão, o reajuste médio é de 17,77%, e para os de alta tensão, 18,67%.
Segundo a Aneel, o aumento foi motivado por fatores como custos com distribuição, transporte, compra de energia e encargos setoriais, além da remuneração dos investimentos realizados pela concessionária.
Com a manutenção da bandeira vermelha e o reajuste regional, a recomendação é para que consumidores adotem o uso racional da energia, evitando desperdícios e buscando alternativas para reduzir o consumo.