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“Orleans Bebezão” lidera… só em altura: a farsa das pesquisas e a tentativa de fabricar um candidato

Desconhecido da maioria do povo maranhense, Orleans Brandão, popularmente apelidado nos bastidores da política como “Bebezão”, só lidera em um ponto: na altura, 30 centímetros a mais que o prefeito Eduardo Braide. Fora isso, a tentativa de apresentá-lo como favorito à disputa pelo governo do Estado é vista por muitos como uma construção artificial, bancada e orquestrada dentro do próprio Palácio dos Leões.

Sem qualquer trajetória política consolidada, sem experiência em cargos públicos e sem reconhecimento popular, Orleans Bebezão foi “escolhido” pelo tio, o governador Carlos Brandão, para ocupar o cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, uma espécie de secretaria de puxadinho político, criada com o claro objetivo de impulsionar seu nome como sucessor ao comando do Estado.

A estratégia, no entanto, tem enfrentado resistência fora do círculo governista. Bebezão não decola nas ruas, tampouco entre lideranças políticas ou eleitores conscientes. Mesmo assim, em apenas alguns meses, ele passou a aparecer em pesquisas como nome competitivo, algo que tem levantado desconfiança até entre aliados do próprio governo.

Segundo fontes ligadas ao Palácio dos Leões, parte dessas pesquisas seriam produzidas sob encomenda, com números ajustados nos bastidores do próprio governo. Os institutos responsáveis, segundo apuração, seriam financiados com altos valores, e os levantamentos, preparados para criar uma falsa sensação de crescimento.

Mais recentemente, fontes ligadas ao próprio grupo de Orleans Bebezão afirmam abertamente que, nas próximas pesquisas que devem ser divulgadas nos próximos dias, “Bebezão” já deverá aparecer com 30% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o primeiro colocado e, dentro da margem de erro, já ultrapassando o líder atual. Um movimento estranhamente acelerado para quem, até pouco tempo atrás, não figurava sequer entre os cinco nomes mais lembrados pelos eleitores.

Nas chamadas “pesquisas de gaveta”, como têm sido apelidadas, Orleans Bebezão aparece à frente de nomes com reconhecida trajetória política, como o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que apresenta um amplo histórico de gestão na capital; Lahesio Bonfim, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e segundo colocado nas últimas eleições estaduais com quase 1 milhão de votos; e o vice-governador Felipe Camarão, que tem um legado reconhecido na educação do Maranhão e grande presença política no interior.

E a pergunta permanece: como um nome inexpressivo, sem trabalho prestado e sem história política consegue, repentinamente, alcançar números tão altos? Tudo isso sob a sombra de um governo desgastado, com sinais claros de crise, denúncias de corrupção, explosão da criminalidade e abandono da infraestrutura.

A resposta parece evidente: trata-se de uma tentativa desesperada de forçar Orleans Bebezão na disputa, utilizando pesquisas manipuladas como ferramenta de marketing político, numa estratégia já conhecida pelos maranhenses, e cada vez mais rejeitada.

No fim das contas, a única liderança real de Orleans “Bebezão” sobre Braide segue sendo os 30 centímetros de altura. No mais, tudo não passa de narrativa montada, pesquisa de papel e história pra boi dormir, ou melhor, pra tentar enganar o povo do Maranhão mais uma vez.

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