São Luís cai no Ranking de Saneamento e segue entre os 20 piores do país
Capital maranhense perde cinco posições e aparece na 93ª colocação entre os 100 maiores municípios brasileiros

São Luís perdeu cinco posições no Ranking de Saneamento 2025, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados. A capital maranhense caiu da 88ª para a 93ª colocação, permanecendo entre os 20 piores municípios do país em indicadores de saneamento básico.
O levantamento tem como base os dados de 2023 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e analisa os 100 municípios mais populosos do Brasil. Em São Luís, os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto são de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).
Segundo o IBGE, a cidade tem população estimada em 1.037.775 habitantes.

Capitais com piores desempenhos
Além de São Luís, outras sete capitais brasileiras figuram entre os piores desempenhos do ranking: Recife (PE), Maceió (AL), Manaus (AM), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).
A análise estadual mostra que os piores indicadores estão concentrados em municípios do Rio de Janeiro (4), Pernambuco (4) e Pará (3). Os demais estão distribuídos pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Entre os 20 últimos colocados, estão cidades como Bauru (SP), Olinda (PE), Paulista (PE), Juazeiro do Norte (CE), São João de Meriti (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Várzea Grande (MT).
Investimentos insuficientes
O estudo aponta que o investimento ideal necessário para universalizar o saneamento no Brasil é de R$ 223 por habitante ao ano. No entanto, a média nos 20 piores municípios foi de apenas R$ 78,40, ou seja, 65% abaixo do necessário.
Já entre os 20 melhores do ranking, o investimento médio entre 2019 e 2023 foi de R$ 176,39 por habitante, ainda assim 20% abaixo do ideal. Apesar disso, essas cidades já possuem infraestrutura mais avançada, o que reduz o impacto da defasagem.
Cobertura e tratamento ainda precários
A média nacional de cobertura de água nos 100 maiores municípios é de 93,91%, mas ainda há dez cidades com menos de 80% de cobertura. Porto Velho (RO) tem o pior desempenho: 35,02%.
Os dados sobre esgotamento sanitário são ainda mais preocupantes. A média nacional é de 77,19%, mas cidades como Santarém (PA) têm apenas 3,77% de cobertura.
Em relação ao tratamento de esgoto, a média no país é de 65,11%, mas cinco municípios tratam menos de 10% dos efluentes.
Perdas na distribuição de água
O índice de perdas na distribuição de água segue alto no Brasil. A média entre os 100 maiores municípios é de 45,43%, quase o dobro do limite aceitável de 25%.
Para a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os dados revelam que o país ainda está longe de atingir as metas de universalização do saneamento previstas no Marco Legal do Saneamento.
Destaques positivos
Apenas 12 municípios investem acima da média ideal. Entre eles estão: Campinas (SP), Limeira (SP), Niterói (RJ), Uberlândia (MG), Goiânia (GO) e Foz do Iguaçu (PR).
No ranking de 2025, os 20 melhores municípios estão concentrados principalmente em São Paulo (9), Paraná (5), Minas Gerais (3), Goiás (2) e Rio de Janeiro (1).