
De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), a Black Friday deve movimentar cerca de R$ 146 milhões na capital maranhense, o que representa um aumento de 10,5% em relação ao faturamento do ano passado. A pesquisa também aponta que aproximadamente 378 mil consumidores ludovicenses devem ir às compras durante o período.
A supervisora de uma rede de eletrodomésticos, Sheila Tobias, destacou que as lojas já começaram a sentir os efeitos positivos da antecipação das ofertas.
“Os preparativos já iniciaram. As vendas começaram com a prévia da Black Friday. O cliente já procura produtos em oferta e é o momento de garantir um mês de sucesso”, afirmou.
Segundo a pesquisa da Fecomércio, os produtos mais procurados este ano são:
Roupas – 41,8%
Calçados – 34,1%
Eletrodomésticos – 33,1%
Artigos para casa – 20,6%
Eletrônicos – 19,1%
Celulares – 11%
O presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, avalia que o otimismo no comércio reflete a recuperação da economia local e a geração de empregos temporários.
“Embora as famílias ainda estejam endividadas, o nível de inadimplência vem caindo. Há também aumento na oferta de empregos temporários, que podem se tornar permanentes. Isso estimula o consumo e movimenta o comércio”, destacou.
Em relação às formas de pagamento, o cartão de crédito segue como principal meio de compra, com 74,2% da preferência. Os pagamentos à vista aparecem com 24,2%, enquanto 76,1% dos consumidores pretendem parcelar as compras, especialmente em até 10 vezes sem juros (27,3%).
Sheila Tobias ressaltou que as facilidades de crédito têm sido um diferencial importante neste período.
“Ampliamos o crediário de 18 para 24 meses e aumentamos as linhas de crédito no cartão. Também oferecemos parcelamento em até 10 vezes sem juros e a modalidade PIX, que cresce a cada dia”, disse.
Por fim, o presidente da Fecomércio reforçou a importância de valorizar o comércio local.
“As pesquisas orientam o consumidor e o empresário. Em São Luís, temos a Rua Grande como principal polo de compras, mas também devemos prestigiar os shoppings e o comércio de bairro, valorizando o emprego e a renda do nosso próprio povo”, concluiu.





