Flávio Dino diz que São Luís terá mais 150 leitos esta semana para tratamento da Covid-19
Segundo o governador, a capital do Maranhão deve chegar aos 910 leitos entre enfermarias e UTIs na rede pública estadual para infectados pelo coronavírus.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou, em entrevista à GloboNews na noite desta segunda-feira (4), que São Luís vai abrir mais 150 leitos exclusivos para tratamento de pacientes com a Covid-19 ainda esta semana. O estado tem 4227 infectados, 237 mortos e 1005 curados, de acordo com o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Ao todo, a capital deve chegar a 910 leitos entre enfermarias e UTIs na rede pública estadual. No começo do enfrentamento ao vírus, a capital tinha 232 leitos para este tipo de tratamento.
“Esta semana tínhamos a previsão de aumentar a capacidade de atendimento em mais 130 e conseguimos mais 20, portanto esta semana teremos mais 150 leitos apenas na rede estadual em São Luís, sem contar a rede municipal e a rede privada. Vamos chegar então a 910 leitos exclusivos para tratamento contra o novo coronavírus”, disse o governador.
Além destes leitos, Dino disse que, em 15 dias, a capacidade de atendimento de doentes da Covid-19 deve aumentar ainda mais por conta de hospitais de campanha.
“Temos ainda dois hospitais de campanha, um em São Luís e outro em Açailândia. Em São Luís, são mais 200 leitos, que entram daqui a 15 dias”, declarou.
A capital começou a semana com a ocupação de leitos de UTI exclusivos da rede estadual para o tratamento da Covid-19 perto de um colapso. De acordo com dados da SES, dos 161 leitos de UTI apenas três estão livres.
Fiscalização no “lockdown”

Para tentar diminuir o ritmo de contágio, o governo decretou o lockdown (bloqueio total), por determinação da Justiça. O período de maior fiscalização nas ruas começa nesta terça-feira (5) e deve durar 10 dias.
“Teremos na Região Metropolitana de São Luís, 40 equipes de bloqueios da circulação das vias públicas. A facilidade logística é o fato de a nossa capital e as outras cidades atingidas (São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) estarem na Ilha de São Luís. Temos apenas uma entrada rodoviária e uma entrada aquaviária”, disse o governador.
Sobre a cooperação da população, o governador acredita que o uso da força policial será o menor possível.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/T/s/KDbD4MTd2383RXT7YKxw/jp.jpg)
SÃO LUÍS (MA) – Alta movimentação de pessoas é registrada no bairro João Paulo, na véspera do lockdown — Foto: Rafaelle Fróes/G1 MA
“Pelo que tenho percebido, nós temos uma boa aceitação das medidas e esse é o nosso principal trunfo. Mas teremos também o aparato coercitivo, legítimo, que são as forças policiais, tudo isso com a autoridade do poder judiciário, que foi o autor da decisão”, disse.
No entanto, na véspera do início do lockdown, a capital registrou alta movimentação de pessoas e veículos em ruas e avenidas.
Em bairros populares da capital, que concentram grande fluxo diário de pessoas, muitas lojas de comércio não essencial estavam com as portas abertas e atendendo clientes normalmente.
Enquanto isso, o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís, Douglas de Melo Martins, declarou que tem sofrido diversas ameaças de morte após ter determinado a decretação do lockdown na Ilha de São Luís.
A decisão da justiça se baseou em números oficiais como de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que apontou que o Maranhão registrou nos últimos dias proporcionalmente a mesma velocidade de óbitos que os Estados Unidos. O boletim mais recente mostra que o estado chegou a 184 mortos por conta do novo coronavírus e 3190 pessoas infectadas em 78 municípios do estado.
G1 Maranhão





