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Polícia

Julgamento de acusados da morte de Ana Clara é adiado para novembro

Ana Clara foi morta durante incêndio a ônibus no ano de 2014

Foi adiado, para o dia 11 de novembro deste ano, o julgamento de cinco acusados da
morte de Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, crime ocorrido no dia 3 de janeiro de
2014, durante os ataques criminosos a ônibus e prédios públicos na região
metropolitana de São Luís. O júri popular estava marcado para acontecer nessa
segunda-feira (13), no Fórum Lauro de Berredo Martins, em São José de Ribamar.

Segundo apurado pela imprensa com a Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão, o
júri não aconteceu porque o advogado de um dos acusados desistiu de defender o
cliente. O julgamento ocorrerá no mesmo Fórum, a partir das 8h da nova data
marcada. Estão sendo réus os seguintes criminosos: Jorge Henrique Amorim, o
“Dragão”; Wilderley Moraes, o “Paiakan”; Hilton John Alves Araújo, o “Praguinha”;
Thallyson Vitor Santos e La Ravardiére Silva Rodrigues de Sousa Júnior, o “Júnior
Black”.

Foram denunciados seis envolvidos, mas um não estará no júri popular porque já
faleceu. Trata-se de Giheliton de Jesus Santos Silva, conhecido como “Gil”, “Saimon”
ou Mingau”, considerado um dos mandantes dos ataques a ônibus e prédios públicos
em janeiro de 2014 na região metropolitana de São Luís. “Gil”, que era um dos
fundadores do Bonde dos 40, foi morto no Complexo Penitenciário de Pedrinhas em
13 de junho de 2016, na Penitenciária Regional de São Luís, antigo Presídio São Luís
3 (PSL 3).

A pequena Ana Clara morreu queimada em um incêndio a ônibus da linha Vila Sarney
Filho, quando membros da facção criminosa Bonde dos 40 invadiram o coletivo e
atearam fogo. Os bandidos, naquela época, promoveram dias de terror na Grande Ilha,

com ataques em vários locais, sob o “salve geral” da facção, que foi dado das celas do
Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

A conclusão do inquérito

O inquérito que apurou a morte de Ana Clara foi concluído no dia 15 de janeiro de
2014, por meio do delegado Roberto Wagner, então da Seic e hoje titular da
Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor). Foram indiciadas, no
total, 16 pessoas, entre mandantes e executores do incêndio. Dentre os enquadrados na
lista, quatro são adolescentes. Três deles foram transferidos para o presídio federal de
segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, no dia 20 de janeiro
daquele ano.

Segundo informou na época o delegado Roberto Wagner, o inquérito foi encaminhado
para a Comarca de São José de Ribamar. Wilderley Moraes, Hilton John Alves, Jorge
Henrique Amorim Martins e Giheliton de Jesus Santos Silva foram os mandantes do
ataque àquele ônibus, conforme consta do documento. Desses, apenas o último não foi
transferido, naquele ano, para o presídio federal, sendo que ele era considerado um dos
criadores do “Bonde dos 40”, junto com Alan Kardec Dias Mota, o “Kardec”, que
também já está morto, pois foi assassinado no Complexo de Pedrinhas em 7 de janeiro
de 2018.

Ainda segundo o inquérito, os executores do incêndio indiciados foram: Thallyson
Vítor Santos Pinto; La Ravardiére Silva Rodrigues de Sousa e Hélio Henrique Correa
Lopes, o “Nariz”; bem como os quatro menores apreendidos e citados no auto de
investigação de Roberto Wagner. Entretanto, outros criminosos, também, estão
descritos no documento, mas o delegado preferiu não nominá-los, por motivos

puramente investigativos. As iniciais dos adolescentes são: W.T.F, de 17 anos;
G.L.S.J, 16; F.R.S.J, 15, e T.S.P, mesma idade do primeiro.

Eles foram indiciados por homicídio triplamente qualificado; quatro tentativas de
homicídios; dano qualificado; porte ilegal de arma e corrupção de menores; bem como
pela Nova Lei de Organização Criminosa (Lei 12.850/2013). Segundo o delegado, no
dia 20 de janeiro, o Ministério Público, também, entrou no processo, acatando
denúncias recebidas sobre a morte de Ana Clara – que faleceu três dias depois do
incêndio criminoso, no Hospital Infantil Juvêncio Matos.

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