Polícia

Acusado de matar idosa de 106 anos é condenado a 30 anos de prisão

Acusado pelo assassinato de Antônia Conceição da Silva, de 106 anos, Alypio Noleto
da Silva, 24, foi condenado, pelo Poder Judiciário de Riachão (distante 765 km de São
Luís), a 30 anos de prisão. A sentença foi disponibilizada na sexta-feira (8) no sistema
Jurisconsult. O crime aconteceu no dia 17 de novembro de 2018, em Feira Nova do
Maranhão, sendo que o autor é sobrinho-neto da vítima.

O magistrado Eilson Santos da Silva, titular da Comarca de Riachão, manteve a prisão
preventiva do acusado e fixou o regime fechado para o início do cumprimento da pena
pelo crime de latrocínio (roubo que resulta em morte). O juiz também condenou o réu
ao pagamento de R$ 40 mil aos herdeiros da vítima, como reparação civil pelos danos
morais e materiais, medida prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo
Penal.

Na sentença, o magistrado reconheceu que Alypio cometeu o crime por motivo fútil,
ou seja, de forma insignificante, banal e completamente desproporcional à natureza do
delito praticado. Segundo o magistrado, o réu matou a idosa para obter dinheiro, a fim
de comprar bebida alcoólica para ir a uma festa.

A idosa foi morta de forma covarde pelo próprio sobrinho-neto

O crime

No dia 17 de novembro do ano passado, Alypio Noleto, ao retornar de uma festa, por
volta de 1h, entrou, sorrateiramente, na casa da tia-avó, na Rua Tocantins, Feira Nova
do Maranhão, para subtrair dinheiro, a fim de retornar ao local do evento do qual
participara, uma vez que comprou tanta cerveja que ficou sem grana. Na cozinha do

imóvel, Antônia Conceição apareceu, reconhecendo o invasor como sendo seu
sobrinho neto.

O acusado, então, empurrou a idosa contra a parede. Já no chão, a vítima foi atingida
por vários golpes de faca de cozinha. Alypio foi preso no dia 23 de novembro, pela 11ª
Delegacia Regional de Balsas, cujo delegado titular, Fagno Vieira, havia solicitado a
prisão temporária do investigado. O sobrinho-neto de Antônia Conceição foi
encontrado em uma van, entre os municípios de Riachão e Carolina, no sul do
Maranhão.

O trabalho dos peritos criminais foi de fundamental importância para colocar o
suspeito na cena do crime, sendo que os profissionais forenses, dentre outros
procedimentos, fotografaram rastros nas paredes da casa e apreenderam um calçado,
utilizado pelo investigado na data do crime, pois é compatível com as pegadas. Os
peritos também recolheram amostras de sangue, que eram de ‘dona’ Antônia.

O laudo pericial, divulgado pouco depois, confirmou que a vítima morreu em virtude
de traumatismo encefálico, que foi provocado pelas facadas na cabeça. Os peritos
descobriram, com base nas análises forenses, que a idosa ainda foi arrastada pela casa,
em vários cômodos. A equipe do delegado Fagno colheu o depoimento de 14 pessoas,
incluindo parentes e vizinhos de Antônia Conceição.

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