Fundada em 2011, a legenda alcançou rápida expansão e, já nas eleições municipais de 2012, figurava entre as maiores forças políticas do Brasil. Atualmente, o partido reúne o maior número de prefeitos eleitos e amplia sua presença em diferentes esferas de poder.
Sob a liderança de Gilberto Kassab, o PSD construiu uma trajetória marcada pelo pragmatismo e pela capacidade de dialogar com diferentes correntes ideológicas. Ao longo dos anos, integrou governos distintos, como os de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, além de manter espaço na atual gestão federal.
Apesar de ter apoiado a reeleição de Dilma Rousseff, o partido também esteve entre as siglas que respaldaram o processo de Impeachment de Dilma Rousseff, evidenciando sua flexibilidade política.
Nos estados, a legenda mantém forte presença. Kassab ocupa posição estratégica na gestão de Tarcísio de Freitas, reforçando a atuação do partido em diferentes níveis administrativos.
A proposta de se apresentar como uma “terceira via” ganhou força a partir de 2018, diante da intensificação da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. O PSD avalia que, com o capital político acumulado, há espaço para disputar protagonismo no cenário nacional.
O desempenho nas eleições municipais de 2024 reforçou essa estratégia. O partido conquistou 891 prefeituras, o maior número entre as legendas, ampliando sua capilaridade eleitoral.
Além disso, a sigla reúne governadores em diferentes estados, como Ratinho Júnior, Raquel Lyra, Fábio Mitidieri, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Marcos Rocha. Entre esses nomes, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são cotados para disputar a Presidência da República.
A definição do candidato deve ocorrer ainda em março, com maior inclinação, até o momento, para Ratinho Júnior, visto como um nome com capacidade de diálogo entre diferentes setores políticos.
No Congresso Nacional, o crescimento do PSD também é expressivo. A bancada na Câmara dos Deputados passou de 35 parlamentares eleitos em 2018 para 42 em 2022, alcançando atualmente 47 integrantes, o que garante influência direta na composição do governo.
No Senado, o partido também ocupa posição de destaque, mantendo uma das maiores bancadas da Casa.
Um dos principais diferenciais da legenda é seu perfil pragmático, que permite aos diretórios estaduais firmar alianças conforme as realidades locais, sem rigidez ideológica. Esse modelo possibilita composições tanto com forças de centro-direita quanto de centro-esquerda.
Com essa estratégia, o PSD busca ampliar sua presença no Congresso e consolidar-se como peça-chave na governabilidade. Mesmo sem garantir vitória na disputa presidencial, o objetivo é assegurar protagonismo na articulação política nacional.
Ao chegar a 2026, o partido aposta na combinação entre capilaridade eleitoral, articulação e flexibilidade política para se firmar como alternativa viável em meio à polarização do cenário brasileiro.

