Ícone do site Jornal Itaqui Bacanga

Vírus Nipah: entenda a doença, os riscos e a situação no Brasil

O vírus Nipah é uma doença infecciosa rara, porém extremamente grave, que tem chamado a atenção de autoridades de saúde em todo o mundo. Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus é considerado um dos mais perigosos conhecidos atualmente, devido à sua alta taxa de mortalidade e à capacidade de provocar surtos severos.

Classificado como um vírus zoonótico, o Nipah é transmitido principalmente de animais para humanos. Os principais reservatórios naturais são morcegos frugívoros, especialmente do gênero Pteropus. A infecção pode ocorrer por meio do contato direto com animais infectados, pelo consumo de alimentos contaminados — como frutas expostas à saliva ou fezes de morcegos — ou ainda pela transmissão entre pessoas, sobretudo em ambientes hospitalares e familiares.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, tosse e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para confusão mental, convulsões e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar ao coma e à morte. Estudos indicam que a taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, dependendo das condições do surto e da rapidez do atendimento médico.

Até o momento, não existe vacina nem tratamento específico contra o vírus Nipah. O cuidado médico é baseado no tratamento de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na manutenção das funções vitais do paciente. Por essa razão, a prevenção é considerada a principal estratégia de controle da doença.

Entre as recomendações estão evitar o contato com morcegos e animais doentes, higienizar corretamente frutas antes do consumo, não ingerir seiva de palmeira crua em regiões de risco e adotar rigorosos protocolos de segurança em unidades de saúde.

Situação no Brasil

De acordo com autoridades sanitárias, não há registro de casos do vírus Nipah no Brasil. Apesar da presença de morcegos no território nacional, não existem evidências de circulação do vírus no país. O risco para a população brasileira é considerado baixo, e o Brasil mantém sistemas de vigilância epidemiológica para identificar precocemente possíveis doenças emergentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o vírus Nipah na lista de patógenos prioritários para monitoramento global, devido ao seu potencial de causar epidemias. Especialistas reforçam que a informação correta e a vigilância contínua são fundamentais para evitar a propagação da doença e reduzir impactos à saúde pública.

Embora não represente ameaça imediata ao Brasil, o vírus Nipah reforça a importância do investimento em ciência, prevenção e cooperação internacional no enfrentamento de doenças infecciosas.

Sair da versão mobile