O Maranhão registrou 1.182 casos de pessoas desaparecidas em 2025, considerando todas as faixas etárias. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), enviados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O número representa uma taxa de 16,84 desaparecimentos por 100 mil habitantes, colocando o Maranhão na 15ª posição no ranking nacional.
De acordo com a Lei nº 13.812/2019, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, é considerada pessoa desaparecida todo ser humano cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa. No Maranhão, o Programa de Pessoas Desaparecidas integra as ações do Disque-Denúncia, auxiliando nas investigações e no apoio às famílias.
Casos de desaparecimento, localização de pessoas ou informações que possam contribuir com as buscas podem ser comunicados pelos telefones 181, 0800-313-5800 (Interior) ou pelo WhatsApp (98) 99224-8660. As informações são inseridas no banco de dados do CIOPS, sendo necessário o registro de ocorrência em uma delegacia.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, foram registrados 84.760 casos de pessoas desaparecidas em 2025, o maior número desde o início da série histórica do painel oficial do Sinesp, criado em 2015. A taxa nacional foi de 39 desaparecimentos por 100 mil habitantes, superando os índices registrados antes da pandemia da Covid-19.
Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking, com 20.546 casos, correspondentes a uma taxa de 44,59 desaparecidos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 9.139 casos (taxa de 42,72), Rio Grande do Sul, com 7.611 casos (taxa de 67,75), Paraná, com 6.455 casos (taxa de 54,29), e Rio de Janeiro, com 6.331 casos (taxa de 36,76).
Outros estados também registraram números elevados, como Santa Catarina, com 4.317 casos (taxa de 52,73), Bahia, com 3.929 casos (taxa de 26,42), Goiás, com 3.631 casos (taxa de 48,91), Pernambuco, com 2.745 casos (taxa de 28,71) e Ceará, com 2.578 casos (taxa de 27,81).
Na sequência do ranking aparecem Espírito Santo, com 2.421 casos (taxa de 58,66), Distrito Federal, com 2.235 casos (taxa de 74,58), Mato Grosso, com 2.112 casos (taxa de 54,24), Pará, com 1.238 casos (taxa de 14,21), e o Maranhão, com 1.182 casos (taxa de 16,84).
Também constam no levantamento Rondônia, com 1.018 casos (taxa de 58,11), Amazonas, com 982 casos (taxa de 22,72), Paraíba, com 929 casos (taxa de 22,31), Rio Grande do Norte, com 775 casos (taxa de 22,43), Piauí, com 744 casos (taxa de 21,98), Alagoas, com 729 casos (taxa de 22,63), Sergipe, com 728 casos (taxa de 31,66) e Tocantins, com 609 casos (taxa de 38,38).
Os menores números absolutos foram registrados no Roraima, com 577 casos, porém com a maior taxa do país, de 78,10 desaparecidos por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre, com 413 casos (taxa de 46,70), Amapá, com 408 casos (taxa de 50,59) e Mato Grosso do Sul, com 378 casos (taxa de 12,92).
Os dados evidenciam a gravidade do problema em âmbito nacional e reforçam a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à prevenção, investigação e localização de pessoas desaparecidas, além de assistência às famílias.

