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O papel da mulher sábia

Por Battista Soarez (Jornalista, escritor, psicanalista e teólogo)

VIVEMOS NUMA SOCIEDADE em que os valores estão alterados. Por exemplo, as mulheres, nos dias de hoje, não respeitam mais os seus maridos. A Bíblia, entretanto, nos ensina o caminho correto das relações maritais.

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação.

Provérbios diz que a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola com as suas próprias mãos a destrói. Este verso bíblico nos leva para outro ponto que diz que “é melhor morar numa casa com goteiras do que com uma mulher rixosa”. Este texto é uma variação popular de um provérbio bíblico encontrado em Provérbios 21.9 (e também em Provérbios 27.15), que compara a irritação constante de uma mulher briguenta com o pingar incessante de uma goteira, sugerindo que a paz, mesmo em condições adversas (como um canto de telhado ou um deserto), é preferível à convivência com discórdia e conflito, um ambiente tóxico que afeta a saúde mental e espiritual das pessoas.

A origem deste tema bíblico, portanto, é Provérbios 21.9, que diz: “Melhor é morar num canto do eirado (telhado) do que com a mulher rixosa (briguenta) numa casa ampla”.

En Provérbios 27.15 ensina que “o gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa, um problema e outro são semelhantes”.

O significado do texto passa por um contraste, em que a ideia principal é que a irritação e o estresse causados por uma pessoa constantemente em conflito (rixosa/briguenta) são tão prejudiciais quanto uma goteira que não para, tornando o ambiente insuportável, mesmo em uma casa grande e confortável. Porém, uma casa cheia de goteiras é melhor.

A preferência de morar sozinho em um lugar simples, como o canto de um telhado ou um deserto, seria mais pacífico do que viver em constante discórdia com uma mulher briguenta, destacando a importância da paz interior e de um lar harmonioso.

Em resumo, o provérbio é um sábio conselho sobre a importância da paz no lar, comparando a discórdia com um incômodo persistente (a goteira) e a solidão pacífica com uma bênção maior do que a vida em conflito.

Como pastor e conselheiro, tenho ouvido muitos casais e tenho pregado em igrejas onde têm muitos problemas dessa natureza. E, aí, a primeira coisa que eu faço é ouvir o casal, a esposa e o marido individualmente.

Imagine um pastor ser convidado para tomar um café na casa de uma mulher que alegou estar passando por crises no casamento. A mulher expôs todos os defeitos do marido, enquanto fazia o café com água de torneira e passava manteiga no pão, segurando-o sem guardanapo.

— Sabe, pastor, ele reclama de tudo. O senhor entende?

O marido, no entanto, saía todos os dias bem cedo para trabalhar e garantir o sustento da família. Mas para aquela mulher tola o esforço do marido não tinha nenhum significado. Reconhecimento zero.

Então, pensei: não tem marido que aguenta esse tipo de mulher. Nenhum lar consegue se manter de pé com esse tipo de mulher sem sabedoria.

Mas está claro que o papel de edificar o casamento é da mulher. Enquanto o de trabalhar para prover o lar é do homem. Mulher briguenta e arrogante desestabiliza o marido e, consequentemente, destrói seu próprio lar.

— Quer mais café, pastor? — perguntava ela, esfregando as mãos na saia.

Enfim, o que dá força para o marido continuar protegendo a família é o reconhecimento da mulher sábia.

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