O Maranhão registra um índice de inadimplência que alcança 46% da população adulta, segundo dados da Serasa Experian. No comparativo nacional, o estado ocupa a 19ª posição no ranking de inadimplência. Embora o percentual esteja abaixo da média nacional, que é de 49,77%, o número representa um crescimento expressivo no último ano.
Em um intervalo de apenas 12 meses, cerca de 190 mil maranhenses passaram a ter o nome incluído nos cadastros de devedores, evidenciando o avanço do endividamento no estado.
O levantamento faz parte do Mapa da Inadimplência do Brasil e aponta que a maior parte das dívidas está concentrada em operações com cartões de crédito e compromissos financeiros assumidos junto a instituições bancárias. Em seguida, aparecem débitos relacionados a serviços essenciais, como fornecimento de água e energia elétrica.
De acordo com o estudo, o valor médio das dívidas no Maranhão supera R$ 1,5 mil, montante que dificulta a renegociação e contribui para a permanência de muitos consumidores em situação de inadimplência.
Ainda conforme a pesquisa, parte dos endividados enfrenta obstáculos para regularizar as pendências financeiras, quadro que, em diversos casos, é agravado pela cobrança de juros considerados abusivos. Esse cenário tem impulsionado a busca por orientação jurídica e aumentado a demanda junto aos órgãos de defesa do consumidor.
A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) informa que a cobrança de juros abusivos figura entre as principais reclamações recebidas. Somente no ano passado, o Núcleo do Consumidor da instituição realizou mais de três mil atendimentos, sendo que aproximadamente metade deles envolveu dívidas com instituições bancárias. Muitas dessas demandas estão relacionadas a empréstimos contratados em condições desfavoráveis ou a golpes financeiros.

