Entre as principais reivindicações, os funcionários cobram o pagamento de salários atrasados há 45 dias, além do vale-alimentação, que também não vem sendo repassado. Outros direitos trabalhistas acumulam até seis meses de atraso, e parte dos trabalhadores exige ainda a quitação das rescisões pendentes.
A paralisação afeta diretamente mais de 20 linhas, provocando transtornos aos passageiros, superlotação em ônibus de outras empresas e sobrecarga nos itinerários que seguem operando. O número de bairros prejudicados saltou de 17 para 30, ampliando o impacto da greve na cidade.
Bairros afetados
Alto do Turu
Cajupary/Nova Vida
Cidade Olímpica
Cidade Operária/São Francisco
Cohatrac
Forquilha
Ipem Turu
Janaína Riod
José Reinaldo Tavares
Maiobinha
Mato Grosso
Parque Jair
Parque Vitória
Pedra Caída
Recanto Verde
Ribeira
Santa Clara
Socorrão/Rodoviária
São Raimundo/Bandeira Tribuzzi
Tajaçuaba
Tajipuru
Tibiri
Tropical/Santos Dumont
Tropical/São Francisco
Uema Ipase
Vila Aparecida
Vila Cascavel
Vila Esperança
Vila Isabel Cafeteira
Vila Itamar
Vila Lobão
Vila Vitória
Viola Kiola
Posicionamento do Sindicato
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, o motivo da paralisação é o mesmo registrado na empresa 1001: atraso no pagamento dos salários.
Empresa e Prefeitura se manifestam
Até o fechamento desta edição, a Expresso Marina não havia se pronunciado sobre a paralisação.
A Prefeitura de São Luís, por sua vez, afirmou que as empresas de transporte têm colocado apenas 80% da frota em circulação, descumprindo o contrato. Por esse motivo, o município afirma que não irá pagar 100% do subsídio destinado ao sistema — justificativa apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET) para os atrasos salariais.
Em nota, o município informou:
“A Prefeitura de São Luís informa que os empresários de transporte têm colocado apenas 80% da frota em circulação, descumprindo o contrato e prejudicando a população. Ainda assim, reivindicam o pagamento de 100% do subsídio. O município esclarece que o pagamento integral só será feito quando 100% da frota estiver operando nas ruas. Como medida emergencial, a Prefeitura irá pagar corridas por aplicativo para as pessoas afetadas pela paralisação. O município segue acompanhando toda a negociação entre empresários e trabalhadores e adotará medidas administrativas e judiciais contra a empresa.”

