Na madrugada desta sexta-feira (3), o ferry boat Cidade de Araioses, operado pela empresa Servporto, encalhou nas proximidades do Farol de Itacolomi, já próximo ao terminal do Cujupe, em Alcântara. A embarcação, que havia partido de São Luís por volta das 3h da manhã, transportava 138 passageiros e não conseguiu concluir a travessia até a Baixada Maranhense.
Segundo informações repassadas pela tripulação, o ferry colidiu com um muro de pedras submerso, ficando imobilizado no local. A situação se agravou com a maré em processo de vazante, o que dificulta ainda mais a chegada e atuação de um rebocador enviado para tentar desencalhar a embarcação.
Clima de tensão a bordo
Dentro do ferry, o clima é de apreensão e revolta. Passageiros relataram nervosismo, falta de informações por parte da empresa responsável e demora no atendimento de emergência. Muitos temem passar horas a bordo, sem clareza sobre os próximos passos ou qualquer tipo de assistência.
“Estamos ilhados no meio do trajeto. Não sabemos quanto tempo vai durar. Só nos dizem para esperar”, relatou uma passageira, por mensagem a familiares.
Segurança em debate
O episódio reacende o debate sobre a segurança e manutenção das embarcações que operam a rota entre São Luís e a Baixada Maranhense, considerada essencial para o transporte de passageiros e cargas na região. Diariamente, milhares de pessoas dependem do serviço de ferry boat para se deslocar entre a capital e municípios como Pinheiro, Bequimão, Palmeirândia, Mirinzal e Guimarães.
Até o fechamento desta edição, o ferry Cidade de Araioses permanecia encalhado, com as autoridades marítimas e a empresa trabalhando em uma possível solução. Não há registro de feridos, mas o transtorno para os passageiros evidencia a necessidade urgente de revisão dos protocolos de segurança e comunicação com usuários.
Relato dos passageiros:
Água entrando dentro do ferry:

