A grave crise na segurança pública do Maranhão atingiu um novo patamar de descontrole e violência nos últimos dias, trazendo à tona o colapso da gestão estadual e a falta de comando da Secretaria de Segurança Pública. Em meio ao caos, chama atenção a declaração do próprio secretário Maurício Martins, que afirmou que a crise tem “viés político”. A afirmação é considerada acertada por conta dele e do seu primo, o governador Carlos Brandão e expõe mais do que uma constatação: revela o fracasso de uma gestão marcada por apadrinhamentos e ausência de resultados concretos.
Maurício Martins, primo do governador Carlos Brandão, está à frente de uma pasta que já foi referência em outros tempos, mas que hoje é chamada pela própria população de “Secretaria da Insegurança”. O Maranhão vive uma escalada alarmante da criminalidade, especialmente na capital São Luís, onde facções criminosas atuam com ousadia cada vez maior, incendiando veículos, atacando agentes de segurança e levando medo à população.
A situação chegou ao ponto de gerar repercussão intensa na Assembleia Legislativa do Estado. Diversos deputados subiram à tribuna para criticar duramente a atuação do secretário e do governador, apontando não apenas a falta de medidas concretas, mas também o descaso diante da realidade enfrentada pelos maranhenses.
O deputado Carlos Lula foi um dos que se manifestou com veemência:
— “Subo a essa tribuna para lamentar a postura completamente insensível, quase irresponsável. O governo veiculou em horário nobre um vídeo institucional que não traduz o lamento pela vida da vítima”, afirmou, ao criticar a tentativa do governo de minimizar a crise com propaganda. Lula destacou ainda que houve um aumento de 40% nos homicídios na Grande Ilha, e que o Maranhão saltou da 16ª para a 6ª posição entre os estados mais violentos do Brasil. “A política de segurança pública do Maranhão no governo Carlos Brandão fracassou”, enfatizou.
O deputado Fernando Braide também condenou a tentativa do governo de maquiar a realidade:
— “A cidade de São Luís, assim como todo o Maranhão, vive uma crise sem precedentes. E a solução do governador? Fazer propaganda na televisão, tentando enganar o povo. Enquanto isso, ele está confortável, bem assistido, enquanto o cidadão maranhense vive com medo.”
Rodrigo Lago foi direto ao questionar a autoridade do secretário:
— “Mais uma prova de que a segurança está abandonada é que o secretário não manda em nada”, criticou.
Já o deputado Wellington do Curso relembrou ataques recentes contra policiais:
— “Bandidos tocam fogo na casa de um policial e o que é feito? Nada! Vivemos uma insegurança total, uma inoperância, estamos completamente à mercê da criminalidade.”
O deputado Othelino Neto também se pronunciou de forma contundente:
— “O Maranhão voltou ao tempo em que as facções tomam de conta, dominam, e não respeitam mais o Estado. O nosso sistema de segurança pública está sem estrutura. Tocar fogo na casa de um policial é uma afronta ao Estado. O governador apequenou o Maranhão porque ele é pequeno, é minúsculo. Ninguém mais respeita”, disparou.
Diante desse cenário, a sensação é de abandono. A população está insegura, os policiais estão desmotivados e a cúpula do governo parece mais preocupada em controlar a narrativa na mídia do que enfrentar de fato os problemas. O Maranhão clama por ações reais, por segurança de verdade, e não por vídeos institucionais em horário nobre. O povo não quer propaganda. O povo quer respeito.
Assista a sessão com os deputados criticando Brandão e Martins: