De janeiro até o dia 25 de agosto de 2025, as rodovias federais que cortam o Maranhão registraram 691 sinistros de trânsito, com 130 acidentes fatais que resultaram em 154 mortes e 725 pessoas feridas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Embora os números sejam altos, houve redução em comparação ao mesmo período de 2024. Naquele ano, os registros apresentaram índices maiores em quase todos os indicadores: sinistros (+1,4%), acidentes com mortes (+11%), casos graves (+5,7%), feridos (+3,8%) e vidas perdidas (+7,2%).
Apesar da queda geral, a PRF aponta preocupação com as colisões frontais, que seguem entre as ocorrências mais letais. Quatro em cada dez mortes nas estradas estão relacionadas a esse tipo de acidente, com destaque para motociclistas, que continuam sendo o grupo mais vulnerável.
Ultrapassagens indevidas seguem como uma das principais causas desses acidentes. Em 2025, a PRF já registrou 4.298 autuações por esse tipo de infração, um aumento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve 4.066 registros. Em rodovias de pista simples e mão dupla, como as do Maranhão, qualquer erro de cálculo em uma ultrapassagem pode resultar em colisões em alta velocidade.
Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que colisões frontais são responsáveis por quase metade das mortes em rodovias federais. Além das perdas humanas, o impacto sobre o sistema de saúde é expressivo. Segundo o Ministério da Saúde, apenas em 2020, lesões por acidentes de trânsito geraram mais de 190 mil internações no SUS, sendo 61,6% envolvendo motociclistas.
Diante do cenário, a PRF intensifica a fiscalização em trechos críticos, com ações preventivas como monitoramento de velocidade, controle de ultrapassagens perigosas e reforço da presença policial nos pontos de maior risco. O objetivo é reduzir os acidentes graves e preservar vidas nas rodovias federais do estado.