Dr. Raimundo Cutrim mostrou que é um dos homens mais bem preparados quando o assunto é segurança pública, no Brasil e disparadamente o melhor no Maranhão. Na manhã desta terça-feira (18), o delegado da Polícia Federal, ex-deputado estadual (eleito por três vezes) e ex-secretário de Estado da Segurança Pública do Maranhão (por mais de 12 anos), concedeu entrevista ao programa Conversa Franca, na Rádio Web Nordeste.
Durante a entrevista, o delegado da PF destacou ações de sucesso quando comandou a Segurança Pública do Maranhão, fez uma avaliação pertinente da atual situação das polícias civil e militar, e que melhorias o Governador Carlos Brandão pode implantar para reoxigenar o sistema de segurança do estado.
Ao ser questionado sobre suas ações, Dr. Cutrim relembrou as benfeitorias que implantou quando geriu a SSPMA, trazendo modernidade, reaparelhamento do sistema, capacitação, respeito, valorização aos policiais e eficiência no atendimento à população. ‘‘Na época em que nós assumimos, fizemos grandes reformas no sistema de segurança pública. No interior, os batalhões, as companhias independentes, tinha uma área de circunscrição muito grande, nós diminuímos a circunscrição e inauguramos em torno de 19 companhias independentes. Quando eu retornei inauguramos mais quatro, que foram em Pinheiro, Zé Doca, Governador Nunes Freire e Amarante. Na capital nós fizemos o Ciops, foi um trabalho na época que houve muita resistência no sistema de segurança pública. Criamos a delegacia do consumidor, da mulher, do idoso, do turismo, a companhia independente de polícia rodoviária estadual, de meio ambiente e tudo que tem ainda. Organizamos o heliponto, construímos a base que não tinha ainda, teve a construção dos presídios de Timon, Pedreiras e o presídio feminino. O que ainda existe no sistema de segurança pública foi aquilo que a gente deixou’’, destacou Dr. Cutrim ao fazer um breve balanço.
Para o ex-deputado, é preciso uma reorganização estrutural do sistema de segurança para garantir a ordem, além de ampliação das estruturas físicas. ‘’Criou-se muitos batalhões, mas o que diz a lei: para ter um batalhão você precisa ter três companhias independentes, e vai com efetivo de noventa a cento e vinte pessoas, um batalhão é preciso no mínimo 310 homens, mas nós não temos efetivo para isso. Na hora em que você cria muito batalhão você cria problema no trabalho operacional da Polícia Militar. É como na Polícia Civil, muita superintendência, que é necessário, mas não tem policial necessário para trabalhar. Então com isso a máquina começa a aperrear porque nós não temos a base para trabalhar a contento […] Então eu acho que tem rever toda essa situação […] criou-se essa quantidade grande de batalhão, que não foi o problema, foi quem levou pro governador não conhece do assunto, falta de profissionalismo, pra criar essa quantidade de batalhão sem estrutura, sem quantitativo, tanto na Grande Ilha, quanto no Interior’’, analisou Dr. Cutrim
Dr. Cutrim avaliou que essa desestruturação das forças de segurança não é culpa do governador, mas sim de quem apresentou para o chefe do executivo estadual essas estratégias que no seu ponto de vista é errado. ‘’Olha, o que eu acho, que o governador criou essa quantidade de batalhão porque alguém levou para ele. Se o governador tem um secretário, é ele quem conhece do assunto, o governador pode aceitar ou não, mas o secretário pode dizer o que é melhor. É só você ver o que diz na legislação sobre as polícias do Brasil’’, pontuou.
O ex-secretário também relembrou que na sua gestão implantou os colégios militares, que tinha como principal objetivo inserir filhos de militares nessas escolas, além de uma parte discente da comunidade local. ‘’Nós criamos os colégios militares e cresceram, se não me engano são 28’’, disse.
Dr. Cutrim também falou sobre o serviço de inteligência e condenou o uso da nomenclatura ‘serviço velado’. Ele apontou que a inteligência é uma atividade importante na polícia e que são necessários agentes bem preparados para este fim. ‘’Mais da metade da minha vida toda foi na Polícia Federal, mais de 30 anos no serviço de inteligência. Então nós implantamos naquela época, no Ministério Público, onde estive quatro anos, o serviço de inteligência, uma atividade meio. Aqui fala serviço velado. Não existe na segurança pública, nem no Brasil, nem no mundo, eu não sei como surgiu este nome […] Para você moldar um homem do serviço de inteligência não é fácil. É uma atividade que ele nunca aparece, esse é o serviço de inteligência’’, frisou.
Dr. Cutrim concluiu sua entrevista afirmando que está à disposição para servir, não só na área da segurança pública, mas também em outros setores, pois tem experiência debater ‘’Gostaria de agradecer! Eu graças a Deus trabalhei o Brasil todo, fiz muitas operações na Polícia Federal, representei o Brasil em outros países. A gente lembra que quando assumi, fizemos muito trabalho aqui. Estamos à disposição para o que precisar falar de segurança pública, ou outra atividade qualquer. Tem que ser gestor onde quer que esteja, é na segurança, por que fui desde jovem para o setor da segurança e logicamente a gente conhece a fundo. Não sou o melhor, mas tenho um conhecimento profundo do sistema de segurança pública, tanto do Maranhão, como de outros estados. Eu sempre observo, estudo, acompanho a evolução da segurança pública’’, finalizou.
Acompanhe a entrevista na íntegra do Dr. Cutrim:

