Nada foi para frente na negociação mediada pela Audiência de Conciliação entre representantes dos sindicatos dos Rodoviários, das Empresas de Transportes de Passageiros (SET) e da Prefeitura de São Luís, ocorrida nesta sexta-feira (22), na Justiça do Trabalho.
Sem uma definição, a paralisação total da frota de ônibus de São Luís que ocorre desde quinta-feira (21) vai continuar por tempo indeterminado, portanto a população continuará sem o serviço do transporte público, além de prejuízos a economia que ensaiava melhora volta a estagnar.
A Prefeitura de São Luís insiste em judicializar a questão, em vez de intermediar uma solução entre as partes, de modo a fazer valer a sua prerrogativa legal e as medidas previstas no contrato da licitação do transporte público da capital, em vigor há quatro anos.
Irredutível quanto a possibilidade de pacificação do litígio pela via da negociação, a administração municipal reiterou o pedido de aplicação da multa diária de R$ 50 mil arbitrada pela Justiça do Trabalho aos dois sindicatos caso a greve não seja suspensa imediatamente. Por sua vez, os rodoviários não garantiram o retorno ao trabalho, o que mantém a perspectiva de caos e perdas financeiras em vários segmentos, sem qualquer previsão de normalização do sistema de transporte público.
Com informações de Daniel Matos

